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ARTIGO

O desafio das nossas rodovias

O desenvolvimento do Noroeste paulista já ultrapassou os limites de sua infraestrutura rodoviária

por Eduardo Tedeschi
Publicado em 15/07/2026 às 18:26Atualizado em 15/07/2026 às 18:44
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O Noroeste paulista cresceu. Rio Preto consolidou-se como um dos maiores polos de saúde, comércio, serviços, educação, indústria, agronegócio e turismo do interior do Brasil. A economia evoluiu, a população aumentou e a circulação de pessoas e mercadorias atingiu um novo patamar. As rodovias, porém, permaneceram praticamente as mesmas.

O resultado faz parte da rotina de milhares de famílias. Quem sai cedo para trabalhar, estudar ou buscar atendimento médico convive diariamente com congestionamentos, lentidão e um número cada vez maior de acidentes. Caminhoneiros perdem horas nas estradas, empresas veem os custos aumentarem, ambulâncias enfrentam dificuldades para cumprir trajetos e o tempo, um dos bens mais valiosos da vida moderna, acaba desperdiçado em corredores viários que já operam no limite.

A Washington Luís, entre Cedral, Rio Preto e Mirassol, transformou-se em uma avenida nos horários de maior movimento. A BR-153 enfrenta situação semelhante. A Assis Chateaubriand, a Feliciano Salles Cunha, a Armando de Salles Oliveira e a Euclides da Cunha também registram volumes de tráfego incompatíveis com a infraestrutura disponível. São rodovias que sustentam uma das economias mais dinâmicas do Estado de São Paulo e que recebem diariamente milhares de automóveis, caminhões, ônibus, máquinas agrícolas e veículos de turismo.

Essa realidade exige planejamento e visão de futuro. A duplicação da Rodovia Assis Chateaubriand entre Guapiaçu e Barretos, passando por Olímpia, e também entre José Bonifácio e Presidente Prudente, tornou-se indispensável. Da mesma forma, é necessária a duplicação da Rodovia Armando de Salles Oliveira entre Monte Azul Paulista, Bebedouro, Olímpia e Icém, a aceleração das obras da BR-153 entre a ponte do rio Grande e Rio Preto, além da conclusão da duplicação entre José Bonifácio e o Rio Paranapanema, na divisa com o Paraná, e a duplicação de toda a Rodovia Feliciano Salles Cunha, que atormenta motoristas que circulam entre Mirassol e Pereira Barreto diariamente.

Também chegou o momento de ampliar a implantação de marginais nos trechos urbanos que conectam Rio Preto a municípios como Mirassol, Cedral, Bady Bassitt e Onda Verde. A terceira faixa entre Mirassol e Cedral representa um avanço importante, mas o crescimento da região indica que, em pouco tempo, será necessária uma solução definitiva, capaz de separar o tráfego urbano do fluxo de longa distância.

Investir nessas obras significa proteger vidas, reduzir acidentes, diminuir custos logísticos, fortalecer o agronegócio, estimular a indústria, impulsionar o turismo e oferecer mais qualidade de vida para milhões de pessoas. O desenvolvimento do Noroeste paulista já ultrapassou os limites de sua infraestrutura rodoviária. Agora, é a infraestrutura que precisa alcançar o desenvolvimento da região.

Eduardo Tedeschi

Advogado e jornalista