Comece hoje pagando a partir de R$5/mês no plano mensal
ESPAÇO DO LEITOR

Murchid Homsi

por Da Redação
Publicado em 05/08/2026 às 00:12
Espaço do leitor
Galeria
Espaço do leitor
Ouvir matéria

Estou anestesiado, mas não posso e não podemos calar ou ficar parado vendo o trem passar. R$ 29 milhões na Murchid Homsi: é o custo de 943 árvores no chão. Vão destruir o que demorou 30 anos para crescer.

Dizem que é o progresso. Qual progresso? O mesmo que um antigo prefeito fez. Montou uma usina de asfalto e comprou máquinas de recapagem, que não passavam onde as árvores já estavam adultas. Cortou as coitadas pelo meio. Lembram ou já esqueceram?

Hoje vem mais essa, em uma época em que ninguém aguenta mais o calor da cidade. Acabam com a vegetação, tudo em nome da cidade moderna. Por que não revitalizaram o Centro? As praças e os imóveis estão em um verdadeiro abandono. Quem passa pelo centro só visualiza placas de "vende-se" ou "aluga-se", quando não colocam tudo no chão.

A conversa é de "vamos compensar". Compensação não traz sombra, não traz árvores velhas de volta, não traz pássaros, não traz memória e muito menos ar fresco. Cada árvore cortada é um pedaço da cidade que vai embora.

Outra coisa, árvores maduras seguram enchentes. Falam em plantar mudas em outro local, mas o frescor da avenida da cidade vai para o espaço, e mudas não seguram a água da chuva e não dão sombra para idoso caminhar.

Se a gente não acordar, não sobra nada do que foi bom. Um planejamento com profissionais capacitados, que conhecem tudo de vegetação, e um plano para evitar essa matança.

Política honesta é aquela em que o prefeito e a Câmara Municipal, ao tomarem decisões, chamam os eleitores para opinar. Como diz o professor Faiçal Calil, é preciso debater com a população antes das decisões.

A cidade moderna, mais uma vez... derrubando o passado para fazer o futuro no asfalto.

Benizio Lopes de Oliveira, Rio Preto

Romildo

Romildo Sant’Anna, no Painel de Ideias do dia 2/8 ("Bucólicas caipiragens"), foi genial ao juntar Sêneca, Virgílio e Rolando Boldrin, enquanto contadores da identidade de sua gente e da harmonia com a natureza.

Sem alterar o ritmo, nessa mítica veneração à Terra-mãe, inseriu composições musicais de cantadores sertanejos, vivências de trabalhadores rurais com sua “casinha branca no pé da serra” ou com seu “ranchinho à beira-chão”.

Tem como não gostar da crônica?

Carmen Lúcia Zambon Firmino, Rio Preto