Mulher incrível

Dinorath. O que dizer dessa mulher incrível? Meu farol, aquela que me mostrou o caminho. Aquela que me introduziu ao universo das artes. Uma desbravadora dessas atividades na cidade onde nasci.
Guerreira, corajosa, enfrentou muitas batalhas contra a ignorância em muitos momentos na cultura, e sempre venceu. Acompanhei tudo com muito carinho, tanto na terrinha, como depois à distância. No meu livro “Cenografia: apontamentos de um cenógrafo”, meu primeiro agradecimento é a ela. Muito merecida a homenagem da cidade, com muito atraso, dando seu nome à Casa de Cultura. Espaço por onde passei e que foi pra ela sua segunda casa. Viva Dinorath, que vive na minha lembrança e no meu coração!
J.C.Serroni, Rio Preto
Dissonância
Dissonância cognitiva nada mais é do que a indisposição de analisar a verdade a partir das evidências. Quando essa dissonância gera um conflito interno, o cérebro costuma rejeitar o contraditório para aliviar o desconforto.
Diante desse conflito, ocorre esse forte desconforto psicológico e, em vez de mudar sua crença, a pessoa costuma invalidar, descartar ou ignorar novas evidências, criando um mecanismo de defesa para manter a coerência interna.
Aproveitando-se disso, o bolsonarismo transformou essas pessoas em patriotas e defensoras do Brasil. Essas pessoas tiveram nessa seita um propósito de vida e, como exemplo, elas não precisam de uma faculdade para entender sobre direito, sobre constituição, porque elas vão nas redes sociais ou em mídias impressas que aceitam qualquer coisa, postam, compartilham ou escrevem o que pensam e não precisam ser validadas por professores universitários, porque elas mesmas se validam e se aplaudem.
Essa dissonância faz com que essas pessoas renegem até uma verdade incontestável, pois, se assim o fizessem, estariam descaracterizando o sentido da vida delas, que é a afirmação política nessa seita. Quando acuadas, ao se defrontarem com verdades irrefutáveis contrárias às suas crenças, se descontrolam como o diabo quando lhe é apresentada a cruz em um ritual de exorcismo e, com a boca espumando de ódio, partem para o ataque com linguajar chulo, ofensivo, caluniador e difamador, distorcendo fatos, misturando alhos com bugalhos e, se o oponente estiver por perto, são capazes até de coisas piores.
Tentar convencê-los de qualquer coisa é perda de tempo, pois, como diz um ditado popular: “podemos convencer 40 sábios com um argumento, mas não podemos convencer um alienado com 40 fatos”.
José Luis Catelam, Rio Preto