Comece hoje pagando a partir de R$5/mês no plano mensal
Proteja-se

Mpox: o que é a doença e qual a situação atual no Brasil

Os sintomas mais comuns incluem febre, dor de cabeça, cansaço, aumento de gânglios e lesões na pele que podem surgir no rosto, tronco e região genital

por Maisa Stefani Lemes Pelarim
Publicado em 17/07/2026 às 20:26Atualizado em 17/07/2026 às 20:26
Mpox (Lézio Jr.)
Galeria
Mpox (Lézio Jr.)
Ouvir matéria

A mpox, anteriormente conhecida como varíola dos macacos, é uma doença causada por um vírus da mesma família da varíola humana. Embora a maioria dos casos apresente evolução leve, a infecção exige atenção das autoridades de saúde e da população para evitar a transmissão.

A doença é transmitida principalmente pelo contato direto com lesões de pele, secreções ou objetos contaminados, além do contato próximo e prolongado com pessoas infectadas. Os sintomas mais comuns incluem febre, dor de cabeça, cansaço, aumento de gânglios e lesões na pele que podem surgir no rosto, tronco e região genital. Em geral, os sintomas desaparecem em poucas semanas.

No Brasil, a mpox continua sob vigilância. Em 2026, foram confirmados cerca de 80 a 90 casos até o momento, com maior concentração no estado de São Paulo. Não há registro de mortes neste ano. Em 2025, o país registrou pouco mais de mil casos e dois óbitos, indicando que a doença permanece presente, mas em níveis controlados.

Apesar de a Organização Mundial da Saúde ter retirado o status de emergência internacional em 2025, especialistas alertam que a doença continua sendo um problema de saúde pública e requer vigilância constante.

O tratamento consiste em medidas de suporte clínico com o objetivo de aliviar sintomas; prevenir e tratar complicações e evitar sequelas. A maioria dos casos apresenta sinais e sintomas leves e moderados. Até o momento, não se dispõe de medicamento aprovado especificamente para mpox

A principal forma de proteção contra a mpox é a prevenção que é baseada em medidas simples: evitar contato com pessoas com suspeita da doença, não compartilhar objetos pessoais e manter higiene frequente das mãos.

Todas as pessoas com sintomas compatíveis devem procurar uma unidade básica de saúde imediatamente e adotar as medidas de prevenção.

Embora a mpox não represente, neste momento, uma emergência de grande escala, a vigilância continua é essencial para evitar novos surtos. A colaboração da população, com a busca precoce por atendimento e adoção de medidas preventivas, ajuda a reduzir a transmissão e fortalece a resposta do sistema de saúde.