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Eleições

por Da Redação
Publicação em 29/04/2026
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Não é exagero dizer que hoje vemos uma sociedade marcada pela força incisiva da competição e pelo individualismo. Uma realidade que é alimentada pelos propósitos ao decidir pelas guerras assassinas, pelas diversas organizações criminosas, na polarização das escolhas políticas, sociais, econômicas e religiosas. Interessante que Jesus, alheio a isso, diz: “Quem me vê, vê o Pai” (cf. Jo 14,9).

Encerramos a 62ª Assembleia Geral da Conferência dos Bispos, em Aparecida, com a presença de mais de trezentos bispos de todas as dioceses do Brasil. Foram dez dias de intenso trabalho para ouvir e sentir as realidades que atingem o povo brasileiro. Foi um olhar para o hoje da realidade e descoberta de como evangelizar para ajudar as pessoas na superação de suas dificuldades.

Em ano de eleições, o que vemos hoje, no país? Como está o olhar do povo brasileiro diante de tantas narrativas contagiosas e apimentadas por uma forte trajetória ideológica com a finalidade de convencer as pessoas? São realidades que causam muitas incertezas e preocupação em relação ao futuro do país. Sabemos que um voto mal dado traz consequências desastrosas para todo o povo.

Aproxima-se a festa da Ascensão do Senhor. O destino das pessoas é a pátria celeste, onde não haverá mais ideologias e nem necessidade da escolha de autoridades. A Autoridade é Deus, para quem devemos olhar com olhar de esperança, seguindo o que Jesus diz: “Ninguém vai ao Pai senão por mim” (Jo 14,6). Então, conhecê-lo é a condição para a pessoa acessar o Pai, que está no céu.

Dom Paulo Mendes Peixoto, arcebispo de Uberaba

Sentenças

Quando se ouve um magistrado afirmar que seus proventos são irrisórios e que a restrição dos chamados “penduricalhos” poderia levar à comparação com condições de trabalho análogas à escravidão, surgem diferentes reflexões.

Sem qualquer referência a casos concretos ou a pessoas específicas, cabe apenas uma indagação em caráter abstrato: de que forma a percepção de desvalorização profissional pode impactar a motivação, desempenho ou atitudes contrárias às leis de agentes públicos? Em outra perspectiva, é pertinente questionar, de modo geral, quais fatores podem influenciar a qualidade e o rigor das decisões no exercício da magistratura, sempre partindo do pressuposto da integridade e do compromisso institucional que se espera da função.

Marcus Aurelio de Carvalho, Santos