ARTIGO

Da experimentação à estratégia

Muitas empresas começaram experimentando ferramentas para gerar conteúdos

por Marco Aurélio Beltrame
Publicado em 14/08/2026 às 22:14Atualizado em 14/08/2026 às 22:19
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A inteligência artificial deixou de ser uma promessa distante para se tornar uma tecnologia presente na rotina das empresas. Ela já está mudando a forma como negócios analisam informações, atendem clientes, automatizam processos e tomam decisões. O desafio, agora, é entender como utilizá-la de maneira estratégica.

Muitas empresas começaram experimentando ferramentas para gerar conteúdos, análises ou automatizar tarefas. Esses usos são relevantes, mas representam apenas parte do potencial da tecnologia. A próxima etapa é incorporar a IA aos processos que movimentam o negócio.

Isso significa utilizar dados para identificar padrões, antecipar demandas, apoiar decisões, personalizar experiências e encontrar oportunidades.

Conectada aos sistemas e informações da empresa, a IA passa a atuar como uma camada de inteligência sobre a operação.

Não basta investir em uma ferramenta porque ela está em evidência. É preciso compreender quais problemas podem ser resolvidos, quais processos podem ser aprimorados e onde a tecnologia pode gerar impacto mensurável. A adoção da IA precisa estar relacionada a objetivos concretos.

Outro ponto fundamental é a qualidade dos dados. Uma inteligência artificial só consegue oferecer respostas relevantes quando tem acesso a informações confiáveis e bem estruturadas. A transformação provocada pela IA também exige olhar para processos e capacidade de transformar dados em conhecimento.

E existe ainda um elemento decisivo: as pessoas. A inteligência artificial não elimina a necessidade de profissionais preparados. Pelo contrário. Quanto mais tecnologia estiver presente nas decisões, maior será a importância de quem consegue interpretar informações, questionar resultados, compreender contextos e fazer escolhas responsáveis.

Para as empresas brasileiras, essa transformação representa uma oportunidade de ganhar eficiência, produtividade e competitividade. Cada organização precisa identificar onde a IA pode gerar valor e avançar de acordo com sua realidade e seus objetivos.

Estamos diante de uma mudança que vai muito além de uma nova tecnologia. A IA está alterando a relação entre pessoas, dados e negócios.

Por isso, talvez a pergunta mais importante já não seja “o que a inteligência artificial consegue fazer?”, mas “o que podemos fazer melhor com ela?”

A resposta pode definir parte da competitividade das empresas nos próximos anos, de fato.

Marco Aurélio Beltrame

Diretor executivo da TOTVS Oeste