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RIO PRETO EM FOCO

COMO ME DERRUBARAM?

Entre decisões irreversíveis e descaso, memórias foram apagadas das ruas, mas permanecem vivas na lembrança dos rio-pretenses

por Fernando Marques
Publicado há 3 horas
Catedral de São José em 1931, ano da posse de D. Lafayette Libanio (Otto Wierman)
Galeria
Catedral de São José em 1931, ano da posse de D. Lafayette Libanio (Otto Wierman)
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Em colunas anteriores, mostramos uma triste realidade de nossa cidade: prédios que já foram “uma brasa”, pela importância e o furor que fizeram por décadas em Rio Preto. Prédios como o da Estação da EFA, Galeria Bassitt, Términus Hotel, Edifício Caramuru, Edifício Curti, Edifício Ipesp e Edifíco Zini (Cine Rio Preto). E o pior: todos estão de pé, mas, infelizmente, muitos como o Edifício Demonte e o Edifício Curti estão jogados às moscas. Ainda bem que a Estação da EFA foi tombada pelo Estado e recebeu uma bela revitalização. Inclusive hoje, o local abriga o importante Museu Ferroviário. É muito triste olhar para a histórica Galeria Bassitt e ver quase tudo fechado. Que pena.

Há alguns anos eu sonhei em fazer ali, na sobre loja, uma espécie de “Galeria do Rock”, igual a de São Paulo, com lojas de vendas de discos, instrumentos musicais, camisetas, revistas, tudo. Até usar o espaço que era da Rádio Independência para fazer um estúdio. Infelizmente, a ideia ficou só no sonho.

Vamos mostrar nesta coluna alguns prédios e lugares históricos que foram demolidos e que até hoje é motivo de protesto e indignação da população de Rio Preto.

A começar, é claro, pela velha Catedral de São José, tão querida por todos que, infelizmente, foi ao chão apesar de várias tentativas de diversos setores da sociedade de tentar mantê-la de pé. Que pecado. O prefeito na época, Dr. Wilson Romano Calil, carregou injustamente uma culpa que não era dele. O prédio e a área pertencem a cúria. Não havia mais o que fazer. Já estava decidido pelo bispo Dom José de Aquino Pereira.

A segunda mais lembrada pelos rio-pretenses e até de quem é de fora é a escadaria que ficava de frente para a Gare da Estação da Efa, na extensão da rua Voluntários de São Paulo, ao lado do Rio Preto Hotel. Meu avô tinha carroça ali. Que saudade.

Outro que também gerou muitos protestos dos rio-pretenses foi o painel alusivo à fundação da cidade, feita pelo artista plástico Antônio Vargas, que ficava no muro do Posto Benfatti, na esquina da rua Tiradentes com a Voluntários, onde o fundador João Bernardino levantou a primeira casa da cidade. Ele foi ao chão do dia para noite. Que pena.

Duas imponentes residências também são muito lembradas: a casa da Dona Avelina Diniz, na rua Antônio de Godoy, próximo ao Mercadão, e a da família Sestini, na rua Silva Jardim, entre XV de Novembro e Voluntários.

Fechando a série, dois imponentes prédios: o da Escola Cardeal Leme, onde hoje é o Fórum, e a Casa Rignani, na rua Bernardino, de frente para a praça Dom José Marcondes. É muita saudade.