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Coluna do Diário

Teor de ação contra Bottas levou ex-secretário a trocar de advogado

por Maria Elena Covre
Publicado em 19/06/2026 às 21:00
Renato Scochi, advogado que assumiu a defesa de Rubem Bottas após ação da PGM de Rio Preto (Reprodução/Redes Sociais)
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Renato Scochi, advogado que assumiu a defesa de Rubem Bottas após ação da PGM de Rio Preto (Reprodução/Redes Sociais)
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A decisão do ex-secretário de Saúde de Rio Preto Rubem Bottas de trocar de advogado para defendê-lo no caso do contrato com a Santa Casa de Casa Branca foi estimulada com veemência pela mulher dele, a empresária e influenciadora Gigi Carvalho.

Renato Scochi, ex-chefe de Gabinete e ex-todo-poderoso da Prefeitura de Mirassol, substituiu Augusto Mendes, que representou o ex-secretário no depoimento junto à CPI da Câmara, na qual Bottas permaneceu calado diante das perguntas, respaldado por uma liminar judicial.

Questionado pela Coluna, Renato Scochi, que é filiado ao Podemos, afirmou que seu nome chegou até Bottas por meio de clientes de seu escritório, em Mirassol, que o indicaram ao secretário. Ele disse que, antes de assumir a chefia de Gabinete do prefeito mirassolense Edson Ermenegildo (PSD), atuou em Brasília defendendo “políticos”.

A mulher de Bottas, segundo a Coluna apurou, teve um ataque de fúria quando tomou conhecimento do teor da ação de improbidade administrativa contra o marido, apresentada pela Procuradoria-Geral do Município (PGM). Indignada com o que definiu como “ingratidão” e “injustiça”, ela disparou mensagens e ligações ao prefeito, Coronel Fábio Candido (PL), e outros integrantes do governo que o ex-secretário via como “irmãos”.

Além de Bottas, Renato Scochi também assumiu a defesa de Cícera Nayara Paiva, assessora especial que está de licença gestante e era apontada como a número dois da pasta até estourar a confusão em torno do contrato com a Santa Casa de Casa Branca. Ela, que já estava nos últimos meses de gravidez, é apontada como a principal articuladora do convênio. O bebê de Nayara, uma menina, nasceu no último dia 10 de junho.

Segundo a Coluna apurou, a linha de defesa que o advogado de Bottas e Nayara pretende adotar tanto na CPI da Câmara como, e principalmente, no processo da PGM por improbidade administrativa é de que as “irregularidades” apontadas no contrato não podem ser classificadas como “ilegalidades”. A defesa também baterá na tecla de que não houve má-fé por parte dos dois no caso.

NOTAS 

AUXÍLIO

Por falar em Cícera Nayara, cujo poderio na Saúde foi aniquilado após o contrato com a Santa Casa de Casa Branca, ela recebeu auxílio emergencial pago pelo governo federal entre julho e dezembro de 2020. O benefício foi destinado a pessoas cujos proventos foram afetados devido à pandemia de Covid-19. Segundo registros no portal da transparência do governo federal, à época ela estava em Uberlândia e foi beneficiada com R$ 3,6 mil no total.

RICCI...

Substituto de Jorge Menezes (PSD) na Câmara, que se licenciou para assumir a Secretaria de Habitação, Robson Ricci (PSD) voltou a contrariar o governo do Coronel Fábio Candido (PL) na sessão extra de quinta-feira, 18, que votou o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Barrar emendas que levam água para o moinho de vereadores da oposição era, no caso, a principal missão da base aliada.

... METEU...

E foi aí que Ricci teria “pisado na bola” com o governo. Inicialmente, ele votou contra a proposta de João Paulo Rillo (PT) que obriga o Executivo a apresentar organograma com pagamento das chamadas emendas impositivas dos vereadores. Mas, quando a proposta do petista já era dada por morta e enterrada, o pessedista se sensibilizou com apelo de Renato Pupo (Avante) e pediu retificação de voto. Resultado: Rillo conseguiu os 12 votos que precisava para emplacar a medida.

... O 'LÔCO'

Ricci já tinha levado um puxão de orelha de gente do núcleo duro do governo quando votou a favor da criação de uma Comissão Processante contra o Coronel devido ao contrato com a Santa Casa de Casa Branca. O estrago, agora, é menor do ponto de vista político. Nos bastidores, no entanto, a leitura é de que Jorge Menezes já sabe que voltará para a Câmara após o recesso, liberando a Habitação para o pacotão de mexidas que estão em gestação no governo. Se Jorge volta, Ricci cai fora. Daí o surto de independência do suplente do PSD nos últimos tempos, segundo as especulações da vez.

RECADO 1

O vereador Alexandre Montenegro (PL) surgiu na sessão extra da Câmara de Rio Preto da última quinta-feira, 18, com uma camiseta por baixo do paletó com a seguinte frase em letras garrafais: “sem massagem para vagabundo em Rio Preto”.

RECADO 2

Questionado pela Coluna se era recado para alguém, o parlamentar disse que a mensagem se destinava “a quem a carapuça servir…” Provocação ou não, Montenegro desfilou com a curiosa indumentária exatamente um dia depois de tomar conhecimento de que é alvo de uma queixa-crime por injúria ajuizada pelo prefeito de Rio Preto, Coronel Fábio Candido (PL).

RECADO 3

Na ação, o Coronel pede condenação na esfera criminal e também R$ 30 mil por danos morais. Segundo a acusação, o vereador ultrapassou o limite da imunidade parlamentar ao referir-se a ele, em discurso na Tribuna da Câmara, com expressões como “vagabundo, miliciano, vadio, desocupado e preguiçoso”, entre outras.

PLEITO

Em audiência com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, na última quarta-feira, 18, o deputado federal Luiz Carlos Motta (PL) pediu a liberação de recursos, na ordem de R$ 1 milhão, destinados à reforma da Unidade Básica de Saúde (UBS) da Vila Toninho. O montante está previsto no Orçamento Geral da União, de acordo com o parlamentar. Segundo nota da assessoria de Motta, o ministro se comprometeu a acompanhar o andamento da demanda no sentido de agilizar a liberação dos recursos.

Missão dada, missão cumprida...

Missão dada, missão cumprida... (Divulgação/Prefeitura de Rio Preto)
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Missão dada, missão cumprida... (Divulgação/Prefeitura de Rio Preto)

A primeira grande entrega que o Coronel Fábio Candido (PL) esperava de sua nova secretária de Desenvolvimento Econômico, Cláudia Bassitt, ocorreu já na posse da empresária no cargo. A vasta gama de relacionamentos de Cláudia, somada ao esforço hercúleo dos assessores e colaboradores, garantiu a presença de pelo menos duas centenas de pessoas na solenidade realizada na manhã desta sexta-feira, 19, no auditório da Ciesp. E quase ninguém ali era figurante, pelo contrário. O tão almejado PIB deu o ar da graça, representando, entre muitos outros, por figurões como Adriana Neves, Luiz Carlos Bianchini, Rubens Fachinni, Gisela Verdi Haddad, Ligia Maura Costa, Jean Daher (presidente da Acirp) e Aldina Damico (presidente do Ciesp Noroeste Paulista). O prefeito ficou tão empolgado com o que viu que falou mais que o dobro do tempo previsto inicialmente, dedicando-se a elencar um rosário de ações de sua administração. Não quis, claro, perder a oportunidade de falar para uma audiência tão “qualificada”. Aliás, o tom do discurso desta vez foi menos raivoso e mais assertivo do que o adotado desde que ele foi atropelado por um comboio de crises. Logo após o oba-oba oficial, um grupo selecionado a dedo almoçou com a secretária em uma churrascaria badalada da Redentora. Na mesa estavam Allin e Cristina, irmãos de Cláudia; o articulador do nome dela para a pasta, Liszt Abdalla; o Coronel; Ligia Maura; Maíra Moraes; Luciano Julião e Mário Welber.