Coronel Fábio será o ‘general eleitoral’ de Flávio Bolsonaro na região, segundo o PL
Acerto para que prefeito de Rio Preto comande campanha presidencial na região se deu com Rogério Marinho, coordenador nacional

O prefeito de Rio Preto, Coronel Fábio Candido (PL), saiu da convenção nacional do PL realizada neste sábado, 25, em São Paulo, imbuído da missão de coordenar na região a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República.
O acerto de que o Coronel ficará à frente do processo eleitoral para além das fronteiras de Rio Preto se deu durante encontro dele com o senador Rogério Marinho (PL), coordenador nacional da campanha de Flávio, segundo a assessoria de imprensa do PL de Rio Preto.
“Rio Preto será sede da coordenação regional. Eles discutiram sobre as demandas dos municípios e da segurança pública”, informaram interlocutores do prefeito ao serem questionados pela Coluna.
O prefeito também teria acordado com Marinho, segundo o entorno do Coronel, que o presidenciável do PL fará campanha na região no final de agosto.
Por meio de nota, o Coronel afirmou que o foco dele diante da “missão recebida” será fortalecer a articulação com prefeitos, lideranças regionais e representantes do PL.
“A nova missão amplia uma relação política construída com a família Bolsonaro”, diz o Coronel por meio da nota.
Ainda segundo o texto, o Coronel já manteve encontros e agendas com Eduardo Bolsonaro, que se autoexilou nos Estados Unidos, e, agora, passa a atuar diretamente ao lado de Flávio na organização regional do projeto eleitoral.
“A escolha reconhece o peso político conquistado pelo prefeito após a vitória nas eleições municipais e sua capacidade de diálogo com lideranças de diferentes cidades. A aproximação com Flávio Bolsonaro já vinha sendo construída em reuniões e na preparação de agendas políticas no Interior”, conclui a nota do PL local.
O anúncio do PL de Rio Preto visa se antecipar a uma disputa travada nos bastidores do próprio partido com outras lideranças da cidade, ou recém-instaladas por aqui, próximas à família Bolsonaro, dentre as quais o deputado federal Paulo Bilynskyj (PL), que mantém uma relação umbilical com Eduardo Bolsonaro (PL).
NOTAS
UMBILICAL
Colocar o Coronel à frente da campanha do PL na região, reduzindo o protagonismo de Paulo Bilynskyj na campanha de Flávio, interessa também ao deputado federal Luiz Carlos Motta (PL), candidato à reeleição e da ala do partido ligada a Valdemar Costa Neto.
ELE TAMBÉM
Em outra frente desta disputa sobre quem representa de fato o DNA bolsonarista por estas bandas, está o agente licenciado da Polícia Federal Danilo Campetti (Republicanos), que faturou nas urnas a conexão com os Bolsonaros em 2022, pegando a segunda suplência do partido na Alesp. Ele acabou entrando em conflito com Eduardo Bolsonaro na campanha de 2024, mas se reaproximou do filho de Jair Bolsonaro graças à intervenção de Bilynskyj.
EM PESO
Rio Preto esteve em peso na convenção do PL em São Paulo. Além do Coronel, Motta e Bilynskyj, marcaram presença por lá ainda o vice-prefeito, Fábio Marcondes, o vereador e candidato a deputado estadual Bruno Moura, o presidente da Emcop, Matheus Motta, e o secretário de Trabalho, Norival Marques de Barros. Aliás, um ônibus foi fretado para levar também os soldados rasos.
PELO PT
Em Campinas, a convenção estadual do PT oficializou neste sábado, 25, a candidatura de Fernando Haddad ao Palácio dos Bandeirantes. Da mesma forma, foram oficializadas duas candidaturas à Alesp pela região: a do vereador rio-pretense João Paulo Rillo, que já exerceu dois mandatos como deputado estadual (eleito em 2010 e reeleito em 2014), e a da deputada estadual Beth Sahão, de Catanduva, que vai tentar o sexto mandato. No próximo domingo, ocorre na Capital paulista a convenção nacional do partido, que consolidará a candidatura à reeleição do presidente Lula.
DE VOLTA...
Jorge Menezes confirmou à Coluna que vai mesmo deixar o comando da Secretaria de Habitação de Rio Preto no dia 1º de agosto. Com isso, ele retorna à cadeira de vereador, hoje ocupada pelo primeiro suplente do PSD na Câmara, Robson Ricci. A saída de Menezes da pasta independe da propalada, especulada e esperada - mas ainda não confirmada oficialmente pelo governo - reforma administrativa no primeiro escalão do Coronel Fábio Candido (PL).
...À CÂMARA
Jorge Menezes jura de pés junto que a decisão de voltar ao Legislativo é tão somente dele, sob a justificativa de que o cargo de vereador lhe dá maior margem de ação para ajudar não apenas o setor de habitação, mas a cidade como um todo. Ele diz ainda que a secretaria seguirá como cota do PSD na gestão coronelista e que o comando do partido na cidade, leia-se Eleuses Paiva, secretário estadual da Saúde, indicará seu substituto.
NA REAL
Essa é a justificativa para consumo externo. O que existe por trás desse movimento é a insatisfação do comando do PSD local com Ricci, que não estaria comprometido com os interesses políticos da legenda. Dentre esses interesses constaria o apoio à candidatura de Eleusinho Filho na disputa a deputado federal. Jorge disse que seu retorno à Câmara deveria ter ocorrido no dia 1º de julho, mas, em comum acordo com o partido, a troca ficou para o fim do recesso parlamentar.
MULHER...
O Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa de Rio Preto criou a função honorífica de Embaixadora dos Direitos da Mulher Idosa. E a escolhida para estrear no posto é a vice-reitora da Unirp, Manuela Kruschewsky Bastos Atique (foto), que no auge de seus 43 anos esbanja energia e jovialidade, características que, dentre outras, a teriam credenciado para a missão. A proposta visa, segundo portaria publicada no diário oficial do município, “dar mais visibilidade às demandas das mulheres idosas e aproximar o conselho da universidade. O cargo é voluntário, sem remuneração, poder de decisão ou vínculo com o município.
...IDOSA
Ainda segundo o Conselho, a nova embaixadora terá papel de mobilização social, apoiando campanhas, eventos e ações voltadas ao envelhecimento feminino, além de incentivar pesquisas e projetos sobre o tema. A portaria deixa claro que a função é consultiva e não autoriza a representante a falar oficialmente em nome do conselho sem aval da presidência ou do plenário. A designação vale até o fim da atual gestão do CMDPI, mas pode ser renovada.