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Ranchos

por Da Redação
Publicado há 1 hora
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O congestionamento de ranchos flutuantes na região Noroeste traz prejuízos ambientais, uma vez que altera ainda mais o comportamento das águas.

Quando avisto ranchos flutuantes, de pronto penso no conhecimento e na consciência ambiental das pessoas. Imaginem que algumas pessoas estejam pescando nas varandas dos ranchos, mas, vez em quando, alguém utiliza o banheiro e dá a descarga. Os dejetos são lançados in natura e se espalham no entorno.

Percebam que a pescaria consiste numa prática de lazer, porém, pode trazer riscos à saúde dos frequentadores desses locais. Explico: no conjunto de pessoas, algumas gozam de boa saúde, outras enfrentam problemas. Esses problemas podem causar doenças de veiculação hídrica, transmitidas a partir de agentes patogênicos, tais como bactérias, vírus, protozoários e vermes.

Eu sugiro às autoridades que também tenham consciência ambiental no sentido de disciplinar a construção dos ranchos flutuantes. Destarte, ao mesmo tempo que ranchos geram conforto e facilidades para os proprietários, certamente poderão gerar prejuízos em geral. Sim, principalmente em relação à saúde e ao direito de ir e vir, inclusive sobre as águas.

Aos contrariados, aconselho que reflitam sobre as doenças possíveis de serem transmitidas a partir do esgoto dos ranchos, bem como do esgoto que escoa das cidades para os cursos de água. Não podemos esquecer da nossa lei maior que, no artigo 225, busca garantir a todos o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, impondo ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo.

Doenças ocasionadas pelo lançamento de esgoto sem tratamento sobre as águas: doenças diarreicas agudas, leptospirose, hepatite A, cólera, febre tifoide, amebíase e giardíase, verminoses, doenças de pele e infecções oculares, dengue, zika e chikungunya.

Jorge Gerônimo Hipólito, Rio Preto

Era medieval

A humanidade retroage aceleradamente à era medieval. EUA e Rússia invadem outros países sem pudor, impondo dor, sofrimento e morte às populações civis. A estratégia, porém, difere: enquanto os EUA saqueiam a dignidade e as riquezas das nações que atacam, a Rússia busca principalmente a expansão territorial, anexando regiões inteiras ao seu domínio.

Essa escalada belicista enterra séculos de construção dos direitos fundamentais e do direito internacional. Valores duramente conquistados são agora desrespeitados pelas próprias potências que deveriam garanti-los. A história, mais uma vez, parece não ter servido de lição.

Marcus Aurelio de Carvalho, Santos