Previdência

De tempos em tempos, quase como rotina, aparece o tema da Riopretoprev. E sempre sem uma solução efetiva, como bem disse o especialista prof. Benedito Da Silva Melo. Como simples cidadão e contribuinte o tema me preocupa. Lembro-me quando foi instalada, um dos consultores da empresa, que formulou o programa, explicou que em 20 anos seria possível um empate entre despesas e receita. E partir daí a receita ultrapassaria o custo previdenciário.
Percebo que não aconteceu o previsto. A contrário, cada vez maior o déficit. E está em torno de 2,5 bilhões de reais (Diário da Região, 27/11)! O Sindicato de Servidores defende o debate amplo. Curiosamente, é contra qualquer tipo de reforma, conforme reportagem. Confesso que fiquei sem entender essa lógica. E o Sindicato dos trabalhadores em Educação (ATEM) ao menos foi taxativo em se colocar como totalmente contra.
Administrações anteriores venderam imóveis da Prefeitura (dos contribuintes) para diminuir o déficit. Valores irrisórios diante do que se queria alcançar, além de perder as propriedades. Essa realidade deficitária contínua terá de ter um fim, ou vai explodir. Os números são frios. Esse tema é mundial. Cada vez menos gente paga a previdência, e os aposentados vivem mais. A conta não bate. Os cálculos atuários são inequívocos. Empurrar essa questão complexa com propostas paliativas é fracasso certo. Não há, portanto, outro caminho senão o de debruçar-se com realismo sobre a matéria.
Luiz Melo, Rio Preto
Museu
Lendo o artigo do Prof. Dr João Paulo Vani, reforça minha inquietação sobre o descaso do Museu de Arte Primitivista, mais conhecido como Museu do Silva. José Antonio da Silva foi uma das personalidades mais importantes na divulgação da arte brasileira e viveu quase toda sua vida aqui em nossa cidade. Silva tem obras na Pinacoteca de São Paulo, no MASP e um grande acervo no museu que leva seu nome, porém é pouco valorizado, divulgado e desconhecido pela população local.
Me recordo da primorosa gestão do museu pelo Romildo Sant'anna que, mesmo com as dificuldades do espaço, trazia escolas e grupos de outras cidades para conhecer o museu e encantava o público com palestras sobre a vida e as obras do artista. Outros ícones estão sendo criados para caracterizar e divulgar Rio Preto, desconsiderando figuras que genuinamente fizeram a cidade ser reconhecida. Mais cultura, mais Silva.....por favor.
Célia Gomes, Rio Preto