Inacreditável

Circula nas redes sociais um vídeo de um manifestante do 8 de janeiro, que o Consórcio de Imprensa insiste em chamar de golpistas, que foi liberado pelo ditador Alexandre de Moraes para ir ao velório de sua avó.
O que é inacreditável é que esse manifestante foi escoltado por no mínimo meia dúzia de policiais armados até com fuzis, como se o pobre coitado fosse um criminoso de alta periculosidade.
Sinceramente, não sei como vai acabar essa perseguição política. Torcendo para Trump tomar conta do Brasil. Quem sabe assim deixamos de ser o eterno país do futuro!!!
A propósito, você que em 2022 foi enganado com o discurso da defesa da democracia, veja se em 2026 não seja enganado com o discurso da defesa da soberania nacional. Entendedores… entenderão!!!
Miguel Freddi, Rio Preto
Mãos
Estamos todos acompanhando ao vivo a era da revolução digital em que só se fala em inteligência artificial, robôs, automação, de “pensar fora da caixa”. Mas por que poucos estão dispostos a olhar para dentro dela, para a caixa de ferramentas, para o cimento na pá, para o suor que escorre na testa de quem trabalha com as próprias mãos? Quem serve nossa mesa em um restaurante? Quem limpa os corredores de hospitais e escolas? Quem cuida dos jardins, das ruas, das casas? Quem conserta o encanamento, instala a luz, faz a pintura, arruma o telhado?
Enquanto o mundo celebra a chegada da IA, milhões de brasileiros seguem acordando cedo, pegando ônibus lotado, oferecendo seus serviços como podem no famoso “boca a boca”, sem app, sem agenda cheia, sem rede de apoio. São eles que invisivelmente sustentam as estruturas da nossa sociedade.
Vivemos o paradoxo: celebramos as máquinas do futuro, mas não valorizamos as mãos que mantêm o presente de pé. Jesus, nosso mestre, não veio ao mundo como rei ou imperador, escolheu vir como filho de um carpinteiro, trabalhou com as mãos, moldou madeira e construiu. Antes de multiplicar peixes ou andar sobre as águas, Ele nos ensinou que o trabalho honesto é sagrado.
Está na hora de resgatarmos essa lição. O respeito ao trabalhador precisa ser relembrado e reforçado todos os dias. Porque, em qualquer tempo e em qualquer lugar, só existe progresso verdadeiro quando reconhecemos que as mãos que trabalham são as que mudam o mundo.
Elauriê Favalessa, Rio Preto