Guerra

Leitor habitual do colunista A. Okamura, apreciei bastante seu último comentário no Olhar 360, abordando com realismo a guerra entre Israel/Estados Unidos contra o Irã. De fato, para mim é inexplicável o assassinato de Ali Khamenei e membros fundamentais de equipe do governo. Negligência é pouco para explicar, sobretudo porque sabiam que estavam sendo monitorados desde muito tempo por Israel e E.Unidos. Paga hoje a conta a população iraniana, sem faltar aquela que tinha e tem ojeriza pela teocracia.
Muito menos, certamente, mas não deixa de sofrer consequências a população de Israel. Mas, e a população do mandachuva Trump? Segundo pesquisas, apenas 27% apoiam a guerra. Mesmo os "trumpistas raízes", MAGA, se posicionam contrariamente que o país gaste fortunas com guerras. Querem que o dinheiro fabuloso seja gasto internamente.
Às vezes, um fato ocasional representa uma vontade mais ampla. Vi numa manifestação nos Estados Unidos uma senhora postando uma plaqueta de protesto com algo assim: "Quero que me ajudem a pagar minha insulina...e não aos canhões". Sim, porque lá tudo é pago. Não me parece que a casta teocrática será derrubada, mesmo sob negociação, se houver. Infelizmente o Oriente Médio, durante milênios não tem convivido com a paz.
Irônico que, na região em que nasceram 3 das 4 mais importantes religiões no mundo, pregando todas elas a paz, não conseguiram harmonia entre eles. O que demonstra que as religiões, diferente do próprio conceito de "re-ligar", reunir, na realidade também desune, separa.
Por fim, de pleno acordo com o articulista que os interesses materiais se impõem. Particularmente associo-me com aqueles que defendem a tese de que, ao final, os Estados Unidos querem bloquear a ascensão chinesa, incontível até agora. E o petróleo seria o ponto mais sensível às necessidades chinesas do seu imparável crescimento. Mesmo nos Estados Unidos projetam que a economia chinesa será maior do mundo já em 2049. Viver e ver...
Luiz Melo, Rio Preto
Artigo
Agradeço ao José Luiz Rey por sua crônica deste domingo, retornei no tempo uns 60 anos ao recordar as brigas pelo ossinho do frango. Imagine seis irmãos à mesa, o frango assado e a garrafa de Cotuba!
Adilson Campos, Fernandópolis