Epifania

O início de cada ano civil leva consigo as influências das festas natalinas, quando Deus se manifesta na Pessoa de Jesus Cristo e nas bençãos concedidas para se ter um novo tempo de esperança. Nesse contexto, aparece a palavra “epifania”, aplicada ao fato da visita dos Reis Magos do oriente ao Menino Jesus, e o encontram depositado em um cocho, em atitude de radical despojamento.
Agora é olhar para frente e deixar para o passado todo tipo de escuridão no trajeto da vida. Viver na claridade é saber dar novo vigor para a história, pessoal e social, e trabalhar para a realização de uma utopia saudável e capaz de ser atingida. Não se pode perder de vista que a verdadeira luz vem de Deus. É por isto que Jesus se manifesta como luz a atingir o coração das pessoas sensíveis a Ele.
A epifania é a manifestação, ou seja, a publicidade de Deus, daquele que veio visitar o mundo, tornando-se humano para que o humano tivesse condição de se tornar, também, divino. Não é uma manifestação privada, destinada apenas para algumas pessoas e de forma privilegiada, mas sem distinção, mostrando que a dignidade humana não é diferente entre os diferentes indivíduos.
O mistério de Deus é revelado na Pessoa de Cristo, com destaque especial na data do Natal. Jesus nasce como um perfeito dom gratuito do Pai, e tem como finalidade, a salvação de seu povo na via da história. Jesus Cristo veio com uma proposta exigente de alteridade, para construir pontes, conforme disse o Papa Francisco, convocando as pessoas para a prática da unidade e da fraternidade.
Na atual cultura, fica uma pergunta no ar: Onde está Cristo hoje? Na Igreja, no mundo, na comunidade, no comércio, na família? Será que está faltando uma estrela guia, como aconteceu com os Reis do oriente, possibilitando encontrar o Menino-Deus? É importante refletir se tudo caminha no rumo certo, ou há necessidade de mudar de rumo, como aconteceu na volta dos Magos para o oriente.
Dom Paulo Mendes Peixoto, arcebispo de Uberaba
Câmara
Sobre a reportagem "Com mais vereadores, gastos da Câmara de Rio Preto superam R$ 50,5 milhões", observa-se um grande desperdício de recursos públicos. O aumento no número de vereadores não tem fortalecido o Legislativo, que deveria exercer a fiscalização do Executivo. No entanto, a maioria acaba alinhando-se ao prefeito, em prejuízo dos interesses da população.
Luiz A. Marin, via Instagram