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Direitos

por Da Redação
Publicado em 26/01/2026 às 03:11Atualizado há 8 horas
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Não se pode acusar o ex-presidente Bolsonaro de falta de sinceridade. Essa mácula ele não a tem. Publicamente, diante da imprensa, informado de que houve umas 30 mil pessoas prejudicadas durante o regime militar (cassação, prisão ilegal, tortura, morte, demissão no emprego, expulsão da universidade, etc.), ele respondeu com tom acima. Disse que "se houve um erro na Revolução", foi a ter sido "moderada" contra os seus adversários. O número correto "não seria menos de cem mil".

Falar em direitos humanos era respondido com um palavrão. No entanto, eis que se processa uma conversão nestes tempos recentes. Milagre? Embora esteja preso com todos os confortos e local mais amplo de que qualquer cidadão brasileiro comum, reclama, pautando o seu protesto, quem diria, nos seus direitos humanos.

Bem-vindo ao clube. Ainda que, digamos, em causa própria...

Luiz Melo, Rio Preto

Gestapo

Para quem acompanha as ações da milícia - sim, milícia - do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA), é impossível não notar camadas inquietantes de semelhança com a Gestapo, a polícia secreta do nazismo.

A situação caminha para um ponto de ruptura da tão celebrada democracia norte-americana. Mortes se acumulam, a insatisfação popular cresce e o alvo já não é apenas o infame ICE, mas o próprio governo Trump. Somam-se ameaças a parceiros históricos, a criação do Conselho da “Paz”, um organismo paralelo à ONU, a autoproclamação de Trump como “Grande Rei” e o delírio de lotear Gaza para hotéis e resorts.

Todas essas barbaridades, na minha opinião, concentradas em apenas um ano de mandato, já são suficientes para alarmar o mundo diante dos três longos anos que ainda restam.

Marcus Aurelio de Carvalho, Santos