Conta digital

Sobre a notícia "Contas de água em Rio Preto serão digitais a partir de agosto", entendo que a fatura digital traga praticidade para muita gente, mas para os idosos é mais difícil lidar com internet e aplicativos. É importante garantir que eles continuem tendo acesso fácil à conta impressa, sem complicações, para não prejudicar quem não tem familiaridade com tecnologia.
Marcio Merighi, via Instagram
Política
A acusação de "lavagem cerebral" promovida por STF, TSE e imprensa ignora a natureza técnica e constitucional dessas instituições, cujo papel é garantir a lisura eleitoral, não criar narrativas. Os dados sobre desmatamento (alta de 84% nos focos de incêndio em 2019) e a gestão da pandemia (avaliada como a pior do mundo, com 34% de aprovação) não são invenções, mas fatos documentados por órgãos oficiais, inclusive uma CPI.
Minimizar os atos de 8 de janeiro como "manifestantes com bandeiras e bíblias" é revisionismo: houve invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, pedidos explícitos de intervenção militar, planejamento de assassinato do presidente, seu vice e o presidente do TSE e bomba em aeroporto. Trata-se de ataque à democracia, não de protesto pacífico.
O maior equívoco, porém, é exaltar a Lava Jato e a condenação de Lula como verdades incontestáveis. As conversas da Vaza Jato revelaram parcialidade entre juiz e procuradores, e condenações foram anuladas. Não se trata de opinião, mas de decisões judiciais fundamentadas.
Portanto, tenta-se inverter a realidade: a atuação do STF impediu um golpe e garantiu a democracia, enquanto a Lava Jato (que ajudou a eleger Bolsonaro) foi desmontada por ilegalidades. E aqui há que se dar crédito ao ex-presidente, preso em regime domiciliar, Jair Bolsonaro: “Eu acabei com a Lava Jato”. Implicitamente, todos sabem o porquê.
Críticas a Bolsonaro baseiam-se em fatos; a condenação de Lula, em abusos processuais. Ignorar isso é trocar evidências por narrativa, como diria aquele famoso personagem humorístico, Rolando Lero: “Captei vossa mensagem, amado guru!"
Marcus Aurelio de Carvalho, Santos