Centenário

Sobre o centenário de fundação da Sociedade de Medicina e Cirurgia, divulgado neste conceituado jornal, edição 4/3, cabem algumas considerações. O intuito é apenas esclarecer certos relevantes episódios históricos alusivos às origens dessa nobre entidade.
1. A afirmação do dr. Rodrigo José Ramalho na pág. 2 "a então denominada Sociedade Médica de Rio Preto, iniciativa de 8 colegas". Na verdade, o primeiro que apontou a falta de uma associação representativa da classe foi o Dr. Floriano de Lemos (jornal A Notícia, 17 de novembro de 1925). Foi o sinal para que outros facultativos - número incerto - se conscientizassem e, finalmente, o objetivo fosse materializado. Será que essa instituição mudou seu nome?
2. A foto publicada na página 5 não reflete à fundação, embora a maioria deles esteja incluso nesse rol. Três não estão entre aqueles pioneiros: Alvaro Rea, Eduardo Alvares e Benedito de Castro.
3. Na página 15, diz que "Na noite de 4 de março, um grupo de oito médicos reuniu-se no salão nobre do Automóvel Clube para fundar uma Sociedade de Medicina. Dezesseis dias depois em 20 de março, 23 médicos participaram da reunião na qual lavrou-se a Ata de fundação".
A Ata de fundação foi lavrada na 1 º reunião de 4 de março, e afirma "para o fim de corporificarem a ideia de fundação de uma sociedade médica local". Para isso, compareceram 21 membros e mais 2 por procuração. Portanto, são esses 23 signatários os legítimos fundadores. Desses, o único não médico é Raul Silva, dentista que, junto a essa nova entidade, representava a classe odontológica.
A seguir, na próxima reunião de 20 de março 1926, é que foi apresentado o projeto do estatuto e formada a primeira diretoria presidida pelo Dr José Mendes Pereira.
Agostinho Brandi, Rio Preto
Guerra
Por óbvio, a guerra iniciada pelos EUA contra o Irã nos traz preocupação; afinal, este mundo é pequeno. Mas a nossa guerra é com o clima. Enchentes sucessivas e violentas atingem todas as regiões do Brasil; queimadas, e aqui, claro, há a mão do homem diretamente ligada ao fogo. Até ciclones e tornados já tivemos.
Mas como vencer essa guerra contra algo tão poderoso quanto a natureza? Dialogando com ela, entendendo suas necessidades e refletindo sobre o que fazer para aplacar sua “ira”.
Conseguiremos? Poderia dizer que só o tempo dirá, mas o tempo também está contra nós.
Marcus Aurelio de Carvalho, Santos