Carnaval

O castigo vem a cavalo e veio rápido demais. Aquela escola de samba que homenageou o maior corrupto do Brasil, que humilhou o ex-presidente Bolsonaro, que zombou das famílias, dos católicos, dos evangélicos, dos militares e de todos os conservadores foi rebaixada no carnaval carioca.
Porém, quem foi contra aquele enredo absurdo e contra aquela propaganda política antecipada ainda não pode comemorar o rebaixamento da escola de samba, porque o PSOL e o PT já fizeram uma representação junto à PGR alegando fraude nas notas, já que essas foram manuais e auditáveis, quando deveria ser notas eletrônicas usando as urnas do TSE.
O todo-poderoso ministro do STF já pediu para a sua Gestapo fazer busca e apreensão na casa dos jurados, além de colocar tornozeleira eletrônica, quebrar o sigilo fiscal, bancário e telemático dos jurados.
Portanto, não se iludam que logo logo o STF dará um jeito de fazer a escola de samba voltar para o grupo de elite do carnaval carioca.
Para não ter a saúde mental afetada por tantos absurdos que estamos vendo acontecer no Brasil, só fazendo piada mesmo.
Miguel Freddi, Rio Preto
Volúveis
Diz-se volúvel daquele ou daquela pessoa que muda com facilidade, que é instável. O que se vê em ano eleitoral é a personificação mais clara possível da volubilidade. É um tal de troca daqui, vai para ali, vem para cá que acaba por causar ainda mais descrédito nos partidos políticos.
Os “troca-trocas” são, invariavelmente, motivados pelo desejo do candidato, e não por discordâncias estatutárias. Não à toa, o Brasil conta hoje com 30 partidos formados e 23 aguardando regularização junto ao TSE.
Raros são os partidos “raiz” que mantêm a mesma sigla e não se fundiram a outros ou mudaram de nome, trocando o “P” de partido por uma marca. Em razão das benesses financeiras, dificilmente conseguiremos reduzir esse número a um patamar que represente, de fato, todos os espectros políticos.
Marcus Aurelio de Carvalho, Santos