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Carnaval

por Da Redação
Publicado há 1 hora
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Encerrado o Carnaval, o Brasil retoma seu ritmo pleno. É quase uma tradição nacional afirmar que o ano só começa depois da folia — e, em 2026, essa percepção ganha ainda mais força. O calendário será marcado por uma sequência de feriados, pela expectativa da Copa do Mundo e, sobretudo, por um novo ciclo eleitoral que influenciará diretamente os rumos do país, dos estados e dos municípios.

Nesse contexto, a política naturalmente volta ao centro do debate público. Mais do que disputas partidárias ou narrativas ideológicas, o momento exige reflexão. Eleições são, antes de tudo, um exercício de responsabilidade coletiva.

A sociedade tem demonstrado cansaço com discursos distantes da realidade. Cresce o desejo por representantes mais próximos da população, que escutem, estejam presentes e conheçam os desafios reais enfrentados no dia a dia das comunidades. Ao mesmo tempo, é cada vez maior a expectativa por lideranças com preparo técnico, capazes de transformar demandas legítimas em políticas públicas eficientes e sustentáveis.

Não se trata de radicalismos ou de escolhas impulsivas. Trata-se de maturidade democrática. Pensar bem em quem votar é compreender que o voto não se encerra no dia da eleição; ele se reflete continuamente na qualidade da gestão pública, nos serviços oferecidos à população e no desenvolvimento das cidades.

Depois do Carnaval, o ano começa. E com ele, começa também o tempo das escolhas conscientes. Que 2026 seja um ano de diálogo, responsabilidade e compromisso com o interesse público — valores essenciais para fortalecer a democracia e aproximar, de fato, a política das pessoas.

Aline Flávia Martinho, Rio Preto

Cotas

Há uma discussão estéril, sempre levantada pela extrema-direita, sobre a desnecessidade das cotas raciais destinadas à população negra. As cotas raciais, assim como as sociais, têm como objetivo reduzir desigualdades socioeconômicas e promover a inclusão.

Curiosamente, a Lei Federal nº 5.465, de 19 68, “Lei do Boi”, instituída durante a ditadura militar, reservava até 50% das vagas em escolas técnicas e superiores agrícolas federais para filhos de fazendeiros, em claro favorecimento de uma população já privilegiada, revogada em 1985. As cotas sociais e raciais se complementam no sistema, representando uma oportunidade de corrigir erros históricos, sobretudo em relação à população negra, democratizando o ensino.

Marcus Aurelio de Carvalho, Santos