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Capitão Jaime

por Da Redação
Publicado há 2 horas
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Faleceu o Capitão Jaime, por décadas diretor da Junta Militar local. Metade dos jovens da cidade passou por ali, na Antônio de Godoy, defronte o Mercadão. Sempre solícito e amável, devia-lhe grande favor.

Sei que houve seu dedo protetor quando fui interrogado ali mesmo por alguns militares de Lins sobre um pronunciamento que houvera feito na Tribuna da Câmara Municipal sobre a Lei de Segurança Nacional. Que Deus o tenha!

Laerte Teixeira da Costa, Rio Preto

Poder global

De quem será o poder futuramente? Olhando para a guerra EUA, Israel x Irã, percebe-se que o poder global não será mais regido por uma nação com métodos imperialistas, como tivemos desde o fim da Segunda Guerra, com a hegemonia do dólar como moeda de comércio e reserva atrelada ao ouro; especialistas acreditam que nessa época os EUA viveram uma era literalmente de ouro. Percebo, e a cada dia se torna mais visível, que as nações que deixarem claros seus objetivos e souberem administrar com equidade todas as questões comerciais e geopolíticas contribuirão com o melhor que o mundo necessita. Não se trata de ser inimigo do dólar ou dos EUA, mas sim de buscar transações comerciais que beneficiem ambas as partes.

O poder global pertencerá a quem deixar o mundo perceber que suas diretrizes políticas são estáveis, seus planejamentos estratégicos são coerentes e suas cooperações internacionais são previsíveis. Nações com uma política cuja premissa é a confiança em seu próprio desenvolvimento interno - essa foi a política da qual os EUA mais se orgulhavam num passado bem distante - quando não iam "ao exterior em busca de criar inimigos para depois destruí-los", mas sim inspiravam o mundo por meio de seu próprio desenvolvimento harmonioso.

O que o mundo exterior precisa hoje é conciliar o planejamento de longo prazo com a implementação prática, alinhando a vitalidade econômica com a estabilidade social e conectando a inovação tecnológica com a modernização industrial. A confiança mundial não pode se limitar apenas à confiança em seus dados econômicos, mas também à capacidade de governança e à lógica institucional sustentável.

Administrar bem seus próprios assuntos é a maior contribuição que a nação mais poderosa do mundo pode dar ao planeta e, mesmo diante da turbulência e dos conflitos, deverá ter capacidade de manter o seu crescimento. A economia mundial precisa de um líder global que não exporte crises como sempre vimos nas últimas décadas, que não transfira contradições, nem recorra a táticas agressivas para competir por interesses.

Em vez disso, o verdadeiro líder global precisa concentrar-se em estabilizar o seu próprio caminho e em gerir bem os seus próprios assuntos, proporcionando ao mundo mais certeza, mais oportunidades e mais confiança.

Erasmo Dantas, Rio Preto