Autoescola

Na questão de trânsito e formação de condutores, estão conseguindo piorar aquilo que nunca foi nem razoável, e assim aquele discurso de valorização da vida vai virando chacota. Em todas as esferas, só percebemos decadência; por um lado, o Estado busca formas automatizadas de aplicar infrações, só arrecada, deixando de lado o caráter instrutivo e se valendo do oportunismo.
Do mesmo lado, os agentes de trânsito são incapazes até de interpretar uma sinalização de trânsito e acabam, por exemplo, aplicando multa a um veículo de passeio estacionado no local sinalizado e reservado para carga e descarga de zero a 3.500 kg, sem se atentar de que, independentemente da categoria e porte do automóvel, qualquer um pode utilizar o dispositivo de carga e descarga.
Do outro lado e em plena decadência, temos o condutor que, nos últimos tempos, vem criando um jeito próprio de condução, sem até observar e tentar preservar a própria vida, e, assim, o descabido vai ganhando espaço no trânsito. Temos o exemplo da figura do motociclista, que está anos-luz à frente das leis do CTB, e nem convém citar tanto descabimento impune. O estresse e a ansiedade estão dominando de forma tão contundente o trânsito que o condutor já está perdendo a noção do certo ou errado.
Agora, como se não bastasse tanta coisa desencaixada, o estado, percebendo milhões de condutores dirigindo sem portar CNH, resolveu facilitar o processo de aquisição da CNH com o discurso da desburocratização em desfavor da segurança. Até concordo que o processo deve ser simplificado, porém, quando percebemos que o critério de avaliação de condutores facilita o acesso à CNH, muita coisa do CTB passa a ser desnecessária e obsoleta.
Erasmo Dantas, Rio Preto
Acidente
Sobre a notícia "Coronel Helena fala sobre acidente com morte de ciclista", sou ciclista, pedalo há 15 anos, e ao longo desses anos perdi amigos por atropelamentos. Já fiz muito treino em rodovia e, depois de ver amigo perder braço ou a vida, nunca mais. Sem discutir responsabilidade, é um risco que não corro mais.
Stefano Rodrigo Minadakis, via Instagram