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por Da Redação
Publicado há 1 hora
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A cada artigo do meu amigo Dr. Fernando Fukasawa, eu bebo suas palavras. Parabéns por mais esse trabalho exemplar “Quando o topo apodrece, o mau cheiro desce” (10/3, pág. 6). Excelente!

Waldner Lui, Rio Preto

Conflito

O cenário internacional no início de 2026 é marcado por uma grande escalada de tensões geopolíticas com conflitos externos, gerando uma grande preocupação global devido ao impacto existente, tanto econômico como humanitário. Pesquisas indicam que 92% dos brasileiros temem que esses conflitos internacionais afetem seriamente a economia nacional.

A escalada presente no Oriente Médio, especialmente no início do ano, quando Israel e Estados Unidos lançaram ataques coordenados contra o Irã, aumentou o risco de uma conflagração regional. Saliente-se que a situação envolve intensos bombardeios com relatos da morte do líder iraniano aiatolá Ali Khamenei e retaliações contra bases americanas.

O Brasil manifestou preocupação com a escalada de conflito no Oriente Médio, à medida que vão tomando dimensão os bombardeios incessantes, ceifando vidas, justamente em função de uma guerra que vem chamando a atenção dos países.

Diante da escalada do conflito no Oriente Médio, o governo brasileiro manifestou em comunicado na noite de sábado, dia 28 do mês que se findou, "profunda preocupação" e, nessas condições, o Brasil reafirmou que o diálogo e a negociação diplomática constituem o único caminho viável para a superação das divergências e a construção de uma solução duradoura.

Além desse aspecto, reforçou o papel das Nações Unidas na prevenção e na solução dos conflitos, além de ter feito um apelo à interrupção de ações militares ofensivas como parte responsável do direito internacional.

É certo que o conflito entre Estados Unidos e Irã acende um alerta ao agronegócio brasileiro. Fertilizantes, fretes marítimos e exportações estão no centro das preocupações, ainda que o cenário, por ora, seja marcado por incerteza, é o que dizem os analistas e economistas atentos à situação presente.

O Oriente Médio concentra 40% das exportações globais de ureia, 28% das de amônia e 29% das de fosfato diamônico. O Irã, no centro do conflito, responde sozinho por 11% das exportações globais de alguns produtos.

Alessio Canonice, Ibirá