A partir de 1956, construção de prédios muda paisagem urbana em Rio Preto
O crescimento que redesenhou o coração da cidade

A partir de 1956, o Centro de São José do Rio Preto passou a viver uma transformação que mudaria para sempre sua paisagem urbana. Em ritmo acelerado, surgiam edifícios onde antes predominavam casas térreas, sobrados e construções de poucos pavimentos. Parecia que, a cada esquina, um novo arranha-céu apontava para o céu, anunciando uma cidade que deixaria para trás suas feições interioranas.
O crescimento econômico, impulsionado pelo comércio e pela prestação de serviços estimulou investimentos que redesenharam o coração da cidade. As antigas referências arquitetônicas começaram a dividir espaço com modernos edifícios de concreto, símbolos de progresso e confiança no futuro.
As ruas ganharam uma nova dimensão, e o horizonte rio-pretense passou a ser marcado por torres cada vez mais altas, bem diferente dos primeiros prédios construídos na cidade desde a década de 1930, de no máximo cinco pavimentos. Entre eles O edifício Caramuru, de 1939, edifício Zini (hoje Praça Shopping) 1940, Jorge Cury, Arroyo, Santo Ivo e o Sta. Maria dr. Lino Braile, a partir da década de 1940, e o edifício João Bassitt (Galeria), de 1957, entre tantos.
Mais do que uma mudança estética, aquela verticalização representava uma nova mentalidade. Rio Preto já não se via apenas como uma pequena cidade do interior paulista.
Os arranha-céus que brotavam no Centro eram a expressão visível de uma comunidade ambiciosa, preparada para assumir um papel de liderança regional, principalmente depois da implantação do Hospital de Base e da Faculdade de Medicina. A partir da segunda metade da década de 1950, começou a nascer a metrópole que hoje conhecemos. Cada edifício erguido era um capítulo dessa história de crescimento, modernização e ousadia.
O Centro transformou-se em vitrine do desenvolvimento, e os arranha-céus passaram a contar, em concreto e vidro, a trajetória de uma cidade que decidiu crescer sem olhar para trás. O primeiro deles foi o edifício Demonte, na rua Bernardino, de 1957.
Na sequência, o edifício Comendador Alberto Bonfiglioli (de frente para o Demonte); edifício Ipesp, na esquina da rua Siqueira Campos com rua Voluntários. E não parou mais. Surgiram, entre outros os edifícios Maria Celeste, na esquina da rua Saldanha com rua XV de Novembro; edifício Ione, na esquina da rua Bernardino com a rua Delegado Pinto de Toledo; edifício Clipper, na esquina da rua Voluntários de São Paulo com rua Jorge Tibiriçá; edifício Bady Bassitt, na rua Voluntários de São Paulo; e o edifício Banco de São Paulo, na esquina da rua Bernardino com a rua Siqueira Campos.