Vida longa ao FIT
Vale destacar também o impulso que o festival garante à economia local

Quero iniciar essas linhas parabenizando o Diário da Região, o jornalista Raul Marques e todos os profissionais envolvidos na produção e edição do belíssimo e já histórico material jornalístico em homenagem aos 100 anos da professora, jornalista e escritora Dinorath do Valle publicado no último domingo (12/7).
Homenagem que se torna mais justa à medida que o centenário da nossa maior intelectual seja celebrado às vésperas de mais uma edição do Festival Internacional de Teatro (FIT), a 24ª, cujo embrião foi justamente idealizado, gestado e bravamente incentivado pelas mãos de Dinorath e de outros muitos companheiros de cultura e arte no longínquo 1969, há 57 anos.
Festival que começou amador, mas que desde sempre se mostrou inovador, questionador e que ao longo de mais de cinco décadas cresceu, se profissionalizou, internacionalizou e hoje é um dos maiores e mais celebrados festivais de teatro do Brasil. Para se ter uma ideia da relevância do FIT, apenas na edição deste ano, em 10 dias, serão mais de 30 espetáculos – sendo cinco internacionais – em 22 espaços públicos de Rio Preto.
Descentralização que sempre foi a marca registrada do festival, que não se restringe aos palcos dos nossos belíssimos e festejados teatros, como o Municipal e o Paulo Freire. Praças, distritos, zonas periféricas, enfim, cada canto da cidade é um palco agraciado com uma atração gratuita, levando cultura, lazer, diversão e entretenimento para quem muitas vezes não tem condições sequer de se locomover.
Outra marca registrada do FIT é a histórica parceria com o Sesc, que carrega uma bagagem única na produção, organização e realização de eventos culturais, o que agrega um valor expressivo e único ao evento. Sem esquecer suas origens, o FIT prestigia e incentiva a participação de grupos genuinamente rio-pretenses e nossos artistas locais, garantindo à nossa cidade o reconhecimento de ser um dos principais polos teatrais do País.
Vale destacar também o impulso econômico que o festival garante aos nossos restaurantes, bares, hotéis e comércio em geral, movimentando e aquecendo a economia local. Eu, particularmente, como um fã e admirador da Cultura e do Sistema S – em especial do Sesc e do Sesi – estou sempre à disposição na Câmara para colaborar com tudo o que estiver ao meu alcance para fortalecer e incentivar o FIT e todos os outros eventos que marcam o nosso calendário cultural.
E como não poderia deixar de ser, quero desejar à organização, aos participantes e ao público em geral todo o sucesso do mundo. Que tenhamos um evento à altura do que o teatro e a cultura merecem. Porque a gente não quer só comida. A gente quer comida, diversão e arte. Viva o FIT. Viva a cultura de Rio Preto.
Paulo Pauléra
Vice-presidente da Câmara de Rio Preto.