Quando o calendário vira...
Feliz Ano Novo. Que seja gigante. Que seja bonito. Que seja digno da nossa melhor história

Quando o calendário vira, não é só o tempo que muda — a gente muda junto. E, olhando para trás, percebo que ser prefeito ensina sobre a vida mais do que qualquer livro. A administração de uma cidade não é muito diferente da administração das nossas próprias emoções e escolhas: tem dias de expansão e dias de poda, momentos de festa e momentos de silêncio, decisões difíceis que ninguém vê e pequenas vitórias que só a gente sabe o quanto custaram. Assim como na vida, governar exige cuidar do que está funcionando, corrigir o que precisa de atenção e, principalmente, ter coragem de continuar mesmo quando o caminho não está claro. O fim de ano nos lembra exatamente disso: que todos nós somos um pouco gestores do nosso próprio destino.
É curioso como, mesmo vivendo em tempos acelerados, entre tecnologia, inteligência artificial e tantas promessas de futuro, continuamos movidos por necessidades muito simples — prosperar, proteger quem amamos, ter saúde, sentir paz no meio da correria. Nada disso muda com algoritmo, porque é humano demais para caber numa tela. E, tanto na vida quanto na prefeitura, uma lição permanece: ninguém cresce sozinho. Uma cidade só se transforma quando caminha junta, e uma pessoa só floresce quando encontra apoio, escuta e parceria no trajeto.
Por isso, quando penso no ano que termina e no que está por vir, penso que todo mundo — cada morador, cada família — vive um tipo de gestão particular: equilibrar sonhos com responsabilidades, alinhar expectativas com realidade, aprender a celebrar as conquistas do jeito que elas chegam, mesmo as pequenas. A vida é um governo íntimo, onde as escolhas são decretos silenciosos que vão, aos poucos, desenhando quem somos. E prosperidade, ao contrário do que parece, não é só ter mais; é sentir mais. É encontrar leveza, reconhecer batalhas invisíveis, entender que todo mundo está tentando fazer o melhor com o que tem.
O Ano Novo traz essa chance rara de recomeço, mas a verdade é que o recomeço não depende da virada — depende da gente. Assim como uma cidade não muda só porque virou o mês, a vida também pede atitude, não só desejo. Pede coragem, não só esperança. E pede gentileza, consigo e com os outros, porque nenhum caminho se sustenta sem ela.
Que 2026 venha como um ano de boas decisões, portas abertas, saúde na rotina e prosperidade no coração. Que cada pessoa encontre a força de ser sua melhor prefeita, seu melhor prefeito: alguém que cuida, que prioriza, que transforma, que decide com coragem e amor. Porque, no fim, a melhor versão do futuro não é a que a gente espera — é a que a gente constrói, juntos, passo a passo, com humanidade e propósito.
Feliz Ano Novo. Que seja gigante. Que seja bonito. Que seja digno da nossa melhor história.
Geninho Zuliani
Prefeito da Estância Turística de Olímpia