Por que não criar o Central Park caipira?
Este projeto representa, acima de tudo, nosso compromisso com a proteção e a preservação

A área onde funcionou por muitos anos o IPA (Instituto Penal Agrícola), após sucessivas doações para fins industriais, resultou na preservação de 382 hectares, atualmente destinados à Floresta Estadual do Noroeste Paulista. Esta área é de grande relevância ambiental. Tem nascentes de córregos, represa, cachoeiras e matas ciliares. Apesar do valor ecológico, a região encontra-se vulnerável e sofrendo anualmente com focos de incêndio, processos intensos de erosão e proliferação de mosquitos.
Sua dimensão é expressiva quando comparada a grandes áreas verdes urbanas. O Central Park de Nova York, por exemplo, mede 341 hectares, enquanto o Parque do Ibirapuera, de São Paulo, conta com 141 hectares. Com seus 382 hectares, a Floresta Estadual do Noroeste Paulista mostra-se plenamente capaz de se tornar uma referência regional em lazer, turismo e preservação ambiental.
O projeto pode ser desenvolvido na extensa área de floresta, e contar com apoio político e financeiro de municípios da Região Metropolitana.
É possível vislumbrar a criação de um parque temático, com pistas e trilhas para caminhada, ciclovias, passeios equestres e até mesmo um zoológico. Embora estejamos distantes do litoral e de regiões montanhosas, temos um diferencial valioso: 365 dias de sol e calor ao longo do ano.
Nossa região, conhecida como “região dos grandes lagos”, tem como pontos turísticos grandes parques aquáticos que recebem turistas de todo o país. Há possibilidade de integrar roteiros turísticos das águas termais de Olímpia, que em breve contará com aeroporto internacional, ampliando significativamente o fluxo de visitantes. Os turistas poderão desfrutar não apenas das atrações regionais, mas também da hospitalidade e do autêntico jeito “caipira” de viver bem.
Com urgência, é fundamental iniciar o plantio de uma nova floresta que levará, no mínimo, cinco anos para atingir a fase adulta.
A implantação pode ser facilmente viabilizada se cada habitante da região contribuir com doação de apenas uma muda de árvore, a custo aproximado de R$ 4,00. Dessa forma, será possível iniciar o plantio imediato de um milhão de mudas, que deverão ser cuidadosamente plantadas.
Este projeto representa, acima de tudo, nosso compromisso com a proteção e a preservação do meio ambiente, em conformidade com a legislação. Essa iniciativa permitirá a formação de uma área contínua de cobertura vegetal com proporções históricas e fortalecerá a conservação ambiental e ampliará o legado ecológico para futuras gerações.
Daniel de Freitas
Empresário, ex-presidente da Acirp