Pequenos negócios, grandes decisões: por que 2026 começa agora
Planejar não significa prever o futuro com exatidão, mas estabelecer direção; metas simples, objetivas e acompanhadas de perto produzem resultados muito mais concretos

Janeiro passou rápido. A rotina voltou, as primeiras contas chegaram e os desafios do mercado já estão colocados. Estamos em fevereiro e ainda há tempo de transformar 2026 em um ano decisivo. Mas isso depende de uma escolha simples e poderosa: assumir o controle agora.
Muitos empresários começam o ano reagindo às demandas do dia a dia. No entanto, negócios que crescem de forma consistente têm algo em comum: eles param, analisam e decidem com intenção. 2026 começa quando o empresário decide planejar.
Pequenos negócios enfrentam grandes decisões diariamente. Contratar ou esperar? Investir ou proteger o caixa? Ajustar preços? Expandir ou organizar processos? Essas escolhas, aparentemente rotineiras, acumulam consequências ao longo do tempo. Quando feitas com antecedência e clareza, tornam-se vantagem competitiva.
Planejar não significa prever o futuro com exatidão, mas estabelecer direção. Metas simples, objetivas e acompanhadas de perto produzem resultados muito mais concretos do que planejamentos complexos que nunca saem do papel.
E há um elemento que transforma planejamento em estratégia real: dados. Toda empresa já gera informações valiosas como volume de vendas, tíquete médio, sazonalidade, produtos mais procurados, períodos de maior movimento, custos fixos e variáveis. Quando essas informações são analisadas com regularidade, deixam de ser números soltos e passam a orientar decisões.
Um exemplo simples: ao analisar as vendas dos últimos 12 meses, um empresário pode identificar que determinado produto vende 30% mais entre maio e julho. Com essa informação, negocia estoque com antecedência, prepara campanhas específicas e organiza seu calendário comercial com antecedência. O resultado é menos improviso, mais margem e mais previsibilidade.
O calendário, aliás, é uma ferramenta estratégica. Datas promocionais, ciclos de safra, períodos de maior demanda regional não podem ser tratados como surpresa. Quem estrutura o ano em blocos, com ações planejadas mês a mês, sai da lógica do improviso e passa a conduzir o negócio com visão.
Nesse contexto, as ferramentas tornam-se aliadas fundamentais. Planilhas organizadas, sistemas de gestão, calendários digitais e indicadores claros elevam o padrão das decisões. E a grande aliada desse novo momento é a Inteligência Artificial. A IA pode ajudar a interpretar dados históricos, identificar padrões de consumo, sugerir cenários e até estruturar um plano anual mais consistente.
No varejo, a IA pode indicar tendências de compra. Nos serviços, apoiar na gestão de agenda. Na indústria, contribuir com análises de produtividade. No agronegócio, auxiliar na leitura de ciclos e previsões. A tecnologia não substitui o empresário, a tecnologia amplia sua capacidade de decisão.
Em uma região empreendedora como São José do Rio Preto e entorno, vantagem não nasce do acaso. Nasce da preparação, do uso inteligente dos dados e da decisão de planejar antes.
Se janeiro passou sem organização estruturada, fevereiro é o momento de ajustar o rumo. E o melhor tempo para decidir continua sendo agora.
Luciano Solimar Impastaro
Líder de Operações Regionais do Sebrae