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ARTIGO

Mais tecnologia, mais valor à saúde

Cada vez mais as pessoas buscam viver mais e melhor, ampliando a procura por serviços de prevenção

por Marcelo Lorencin
Publicado há 2 horasAtualizado há 2 horas
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Vivemos um processo irreversível, no qual a tecnologia e o mundo digital desempenham um papel cada vez mais relevante em todas as esferas da sociedade. Na medicina diagnóstica, esse protagonismo não é diferente.

Sob a ótica do negócio, o apoio da tecnologia à gestão é inquestionável. Seus impactos positivos são percebidos em diversas frentes: na melhoria da experiência do paciente, nos avanços da gestão e do atendimento, na conquista de acreditações de qualidade, na maior assertividade da entrega de resultados, no aumento da segurança operacional, entre inúmeros outros benefícios.

Gosto também de analisar esse cenário sob as perspectivas da evolução e da sustentabilidade. Em um primeiro momento, é comum que empresas do setor considerem os investimentos em tecnologia elevados. No entanto, não podemos ignorar que estamos inseridos na quarta revolução industrial, fortemente marcada pela transformação digital. Sabemos o quanto esse novo modelo de negócio, pautado na inovação, influenciará tudo o que fazemos daqui em diante.

Nesse contexto, entendo ser nosso papel provocar e incentivar essa transformação em todo o setor de saúde — e isso passa pela capacidade de enxergar a tecnologia de maneira mais estratégica.

Costumo dizer que precisamos construir uma visão sistêmica para o desenvolvimento do setor, promovendo maior conectividade e eficiência na relação entre os centros de diagnóstico e os pacientes e, assim, agregando valor efetivamente a todos os elos da cadeia.

Já não faz mais sentido separar tecnologia e negócio como se fossem elementos distintos. A tecnologia é um meio essencial para se alcançar um objetivo maior, e sabemos que a medicina diagnóstica e preventiva ocupa hoje um papel estratégico na saúde. Afinal, cerca de 70% das decisões médicas são baseadas em exames.

Além disso, vivemos uma mudança importante no comportamento da população. Cada vez mais as pessoas buscam viver mais e melhor, ampliando a procura por serviços de prevenção, acompanhamento contínuo e promoção da qualidade de vida. O envelhecimento populacional e a maior conscientização sobre saúde reforçam ainda mais essa demanda.

Diante desse cenário, existem dois caminhos fundamentais que precisam ser percorridos simultaneamente. O primeiro é a elevação da maturidade organizacional das empresas de saúde, para poderem potencializar o uso da tecnologia. O segundo caminho é o aumento da adoção da tecnologia e da cultura de prevenção por parte da sociedade. E este movimento já se mostra cada vez mais presente, impulsionado pela grande oportunidade que temos de viver mais, com mais qualidade e sustentabilidade.

Marcelo Lorencin

CEO e Fundador da Shift