Desmitificar ou desmistificar os seguros?
O seguro oferece objetivamente a proteção ou reparação patrimonial do bem ou da vida

Há muitos rumores a respeito do produto seguro, prós e contras, mas ele possui vida própria, é um produto saudável e até invejável, pois possui valor e poderes absolutos, inegáveis e inequívocos.
O que de fato ocorre é que, como em quase tudo que ainda vemos ou vivenciamos, há exageros e muita falta de entendimento. Os seguros são, a partir de sua concepção, o maior elemento de reparação e proteção da sociedade, pretérita, atual e futurológica, já que se apresentam incomparáveis e com predicativos que nenhum outro possui.
Mas não foi por acaso que essa dicotomia falaciosa reverberou em nosso cérebro, para nos fazer desmistificar ou desmitificar um fato que ocorre no produto seguro e que lhe causa mal-estar (perda de imagem) ou má interpretação. Afinal, o que é mais importante, o principal ou o acessório?
É neste sentido e princípio das interpretações que surgem tendências ou verdades absolutas que podem durar décadas e até milênios, para finalmente serem resolvidas ou compreendidas. O homem é um ser racional, dizem até as Escrituras, mas não se pauta por essa razão no seu dia a dia.
Voltando à temática, a melhor resposta deve ser que o mais importante é sempre o principal, pois o acessório vem para complementá-lo. Mas o que ouvimos e sentimos é sistematicamente o contrário. Muitos, pela “personalidade” criada do “levar vantagem”; outros, pela falta de raciocíniológico e sensato, acabam não avaliando dessa maneira.
O que o produto seguro oferece objetivamente é a proteção ou reparação patrimonial do bem ou da vida. No seguro patrimonial e/ou residencial, a base é incêndio, raio e explosão de qualquer natureza; no risco de engenharia, a obra a ser construída; no automóvel, colisão, incêndio e roubo; nos transportes, acidentes com o veículo transportador e roubo/furto das mercadorias, sendo que, em todos os produtos, as assistências funcionam como “atrativos” e possuem limites de utilização e aplicabilidade.
Mas o que ocorre frequentemente é a subjugação da cobertura adicional/acessória em detrimento da principal. O que vemos são muitos segurados analisarem e avaliarem o produto seguro pela atuação/eficiência da cobertura acessória.
Para piorar, a indústria, ao agregar valor ao produto seguro, adicionou uma série de assistências que trazem, em sua contratação, mais de uma opção (simples, intermediária ou completa), apostando em “terceiros” a realização e/ou satisfação do segurado, neste quesito.
Shirtes Pereira
Securitário. Corretor de Seguros, CEO Grupo SHIRTESEG, Ex-Professor FUNENSEG, Ex-Diretor Regional do SINCOR-SP, Ex-Mentor do CORRERP, Bacharel Ciências Econômicas e Administração de Empresas, Presidente da ABCS (Associação Brasileira dos Corretores de Seguros), Membro MULTICORR.