Baixa inteligência emocional
Para ter inteligência emocional, há que analisar hábitos que nos permeiam no cotidiano

"Qualquer um pode zangar-se, isso é fácil. Mas zangar-se com a pessoa certa, na medida certa, na hora certa, pelo motivo certo e da maneira certa, isso não é fácil". Aristóteles
Explodir emocionalmente por qualquer coisa pode acontecer. Melhor que não aconteça... Mas, se passar a acontecer com frequência, cuidado: é a baixa inteligência emocional tomando conta.
Assim como há pessoas que engolem tudo até não aguentarem mais, há também quem transforme qualquer crítica em ataque pessoal ou simplesmente não consiga explicar o que está sentindo. A inteligência emocional não significa "controlar tudo" ou nunca demonstrar emoções. Ela envolve reconhecer sentimentos, compreender reações e responder aos conflitos de forma mais equilibrada.
Para ter inteligência emocional, há que analisar hábitos que nos permeiam no cotidiano e que influenciam negativamente. Alguns deles são:
1) Não conseguir identificar o que sente. Para algumas pessoas, qualquer emoção se resume a "estou bem", "estou mal" ou "estou irritado". Mas emoções são mais complexas do que isso. Raiva, frustração, inveja, medo, culpa e ansiedade muitas vezes aparecem misturados, e reconhecer essas diferenças faz parte do amadurecimento emocional.
2) Reprimir tudo ou explodir sem filtro. A baixa inteligência emocional costuma caminhar entre dois extremos: silenciar completamente ou reagir de maneira desproporcional. Em um caso, a pessoa acumula tensão até entrar em colapso emocional. No outro, descarrega emoções impulsivamente, sem medir consequências. O equilíbrio está justamente em aprender a expressar desconfortos no momento adequado, com clareza e sem agressividade.
3) Não saber ouvir. Interromper constantemente, invalidar sentimentos ou preparar respostas enquanto o outro ainda fala são sinais clássicos de dificuldade emocional.
4) Levar tudo para o lado pessoal. Um comentário no trabalho vira ofensa. Uma discordância parece rejeição. Um pedido simples soa como crítica. A inteligência emocional ajuda justamente a separar fatos de ataques e a compreender que nem tudo gira em torno de si.
5) Ignorar os sinais do corpo. O corpo costuma perceber o estresse antes da mente. Respiração curta, coração acelerado, tensão muscular e desconforto gastrointestinal são respostas emocionais clássicas que interferem diretamente em nossas decisões.
6) Culpar sempre os outros. Um comportamento frequente é terceirizar responsabilidades. A culpa é do chefe, do parceiro, do trânsito, da família, nunca da própria reação. Isso não significa assumir culpa por tudo, mas ter responsabilidade sobre escolhas e atitudes.
Prestar atenção em si e dar espaço para novos hábitos são passos decisivos para aumentar nossa inteligência emocional e termos melhores interações na vida.
Carlos Fett
Mentor em Comunicação e Consultor Empresarial e em Franchising. [email protected]