A ilíada da gestão municipal de Rio Preto
O atual prefeito de Rio Preto contrariou os princípios liberais que o elegeram

Nos contos da gestão do prefeito Fábio Cândido, a ilíada do IPTU está apenas no começo de sua jornada, em razão da semelhança com diversas prefeituras, diante do cenário futuro com a reforma tributária e fiscal aprovada e regulamentada pelo PLP 68/2024 e PLP 108/2024, com profundas mudanças aos cofres públicos municipais.
Não quero justificar aqui as decisões erradas do prefeito e de seus argonautas na câmara municipal, como a planta genérica, mas apresentar a causa das decisões infundadas do aumento nos valores e, por correlação, o aumento de 20% sobre estes.
Diante de uma reforma tributária e fiscal socialista, e nos modelos da velha URSS, o Brasil aprovou a centralização de alguns impostos na desculpa de unificação dos tributos. Porém, as prefeituras, em 2027, dependerão da união para o repasse do ISSQN, que são recorrentes durante o ano e formam o caixa para pagar suas obrigações e realizar projetos e melhorias.
Assim, durante o ano de 2025, todas as prefeituras no Brasil precisaram planejar uma rota para 2026, com seus impostos, incluindo o IPTU, para formar, no termo financeiro, um colchão para 2027, e assim, não faltar recursos da manutenção e de novos projetos municipais aos prefeitos recém-eleitos em 2024.
Posto isso, o atual prefeito de Rio Preto, contrariando os princípios liberais que o elegeram, buscou mais o aconselhamento dos velhos parasitas municipais, semelhantes aos personagens Merlin e Mestre dos Magos, que se mantêm há anos por indicações dos partidos, sobre o que fazer com a futura queda da receita municipal.
O inexperiente gestor público privilegiou mais os aduladores do que a gestão pública liberal, mais os sanguessugas municipais do que seus apoiadores de campanha, tomando a sábia decisão do modelo no aumento do IPTU, por achar que diante da receita tardia dos cofres da união formaria seu colchão financeiro nos 12 meses, mais confortável ao seu projeto de continuidade.
Hoje, o bom gestor público, experiente e com integridade aos seus princípios liberais, teria utilizado mais tempo em 2025 para trabalhar de forma consistente e condizente ao município, participando de mais reuniões, independente do partido e ideologia, ouvir mais seus verdadeiros apoiadores, alinhando-se com vereadores que trabalham sim para o bem da cidade e do cidadão.
Porém, a história de Rio Preto já registra a gestão inexperiente do prefeito Fábio Candido como aquela que esteve mais preocupada em abrir buracos pela cidade, criar uma capivara na represa, trazer a roda gigante ao centro da cidade, esquecer mato nas calçadas, e nos discursos falar sempre que não tem verba, que vai criar o maior BBB com as câmeras de segurança, e que morador de rua agora tem dignidade na cidade.
E, por fim, chegamos ao carnaval, que fecha com selo de ouro o seu fraco modelo de gestão.
Julio Cesar da Silva Bortolus
Empresário.