Diário da Região
ARTIGO

A gestão dos Trapalhões na Prefeitura de Rio Preto

Se nada mudar, a série da trupe está garantida por mais 3 anos

por Julio Cesar da Silva Bortolus
Publicado há 12 horas
Julio Cesar da Silva Bortolus (Divulgação)
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Julio Cesar da Silva Bortolus (Divulgação)
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Passados doze longos meses da nova administração pública de Rio Preto, observamos cenas de pura comédia pastelão! A semelhança é a do quadro no programa dos Trapalhões com o Sargento Pincel e seus recrutas, que assumiram a prefeitura e a câmara municipal, que desenha um mandato penoso até podermos trocar de canal na próxima eleição.

A cena na posse dos vereadores foi digna de um parquinho infantil, onde crianças pulavam na frente dos celulares, vibrando nas redes sociais como se tivessem ganho um brinquedo novo. Exceções para três vereadores que, apesar de críticos da gestão atual, mantiveram respeito ao eleitor, sabendo diferenciar o plenário do pátio escolar.

A gestão dos Trapalhões, no clássico “circo e pão”, não apresenta resultados. Enquanto a cidade espera soluções, temos projetos de nome da praça, rua e homenagem ao saci — importantíssimos, é claro! Dantesca são as sessões de verdade, que parecem mais de zumbis. Não sabendo o papel que o povo lhes deu, votam contra a orientação do próprio partido ou apoiam o que, teoricamente, seriam contra. E tudo isso ao vivo!

Ao lado, os atos do Sg. Pincel são mais deprimentes do que hilários. Chegou metendo o pé na porta das UBS, atacando médicos como meliantes, pensando que ainda está no choque, colocando a população contra aqueles que, apesar de todas as dificuldades, sempre acolheram os humildes. Prova da pouca ou nenhuma capacidade de gestão pública.

E os discursos, que viraram piada longa, velha e sem graça, de alguém que, aparentemente, nunca desceu do palanque. Sempre o mesmo texto: desculpas da falta de recursos e “blá, blá, blá” e o “big brother da segurança”, e na plateia rola o bolão no início das apresentações. “Quanto tempo será?” e “Ele vai falar isso de novo!”.

Nas trapalhices do quadro, temos cenas do filme “Pinóquio”, em situações contraditórias, que demonstram não conhecer os princípios do liberalismo ao buscar aumentar impostos. Provavelmente, ouviu conselhos de grilos falantes e oportunistas, parasitas da prefeitura há anos em Rio Preto.

Se o filme fosse o “Resgate do Soldado Ryan”, seus secretários trapalhões nem saberiam por onde começar a procurar. A cidade cheia de buracos que uma equipe abre, mas depois não consegue encontrar a equipe responsável para fechar!

No trânsito, as ruas se transformaram em cenas de “Jumanji”, com vários buracos e obstáculos, porém com centenas de placas “em obras” e “desvios”.

Temos o “Show de Truman” na segurança com os moradores de rua, que a cada cena cria palcos diferentes ao Centro POP, seja por interesses de alguns na especulação imobiliária ou comercial, ao invés de buscar modelos já existentes no Brasil.

Para encerrar o ano, surge a “RioPretoCity” com a roda gigante no centro, na semelhança de uma Londres rural, e a Da. Capivara na represa, símbolo da cidade, que não respeitou os comércios existentes, privilegiando vendedores ambulantes.

Se nada mudar, a série da trupe está garantida por mais 3 anos.

Julio Cesar da Silva Bortolus
Empresário e voluntário em programas de segurança.