A força do associativismo: uma gestão, muitas conquistas

Encerrar um ciclo é sempre um exercício de reflexão. Ao final de quatro anos como vice-presidente, em dois mandatos consecutivos, e um ano como presidente da APETI, chego ao término da minha gestão com a convicção de que o associativismo segue sendo uma das ferramentas mais poderosas para o desenvolvimento econômico, social e humano de um território.
Assumir uma entidade representativa do setor de tecnologia da informação, em um cenário de rápidas transformações, não é apenas uma função institucional. É um compromisso coletivo. A APETI não pertence a um presidente, a uma diretoria ou a um conselho específico. Ela é construída diariamente pela soma de esforços de empresários, profissionais, parceiros institucionais e lideranças que acreditam que juntos somos mais fortes, mais relevantes e mais resilientes.
Ao longo desse período, vivenciamos desafios significativos. Passamos por momentos de incerteza econômica, mudanças regulatórias, aceleração tecnológica e profundas transformações no mercado de trabalho. Ainda assim, escolhemos o caminho do diálogo, da cooperação e da visão de longo prazo. Foi essa postura que permitiu transformar dificuldades em oportunidades concretas.
Uma das maiores conquistas desse ciclo foi a consolidação do Rio Preto Tech Summit como o principal evento de tecnologia e inovação da nossa região. O que começou como uma iniciativa ousada tornou-se um ambiente sólido de negócios, conhecimento e conexões, reunindo milhares de participantes, empresas, startups, investidores e representantes do poder público. Mais do que números, o Tech Summit simboliza a maturidade do nosso ecossistema e a capacidade da APETI de articular interesses diversos em torno de um objetivo comum.
Outro avanço relevante foi o fortalecimento da parceria com o Parque Tecnológico de São José do Rio Preto. Essa aproximação ampliou o diálogo entre empresas, academia, poder público e centros de inovação, criando bases mais consistentes para o desenvolvimento tecnológico, a atração de investimentos e a formação de talentos. A integração entre esses atores é essencial para que a inovação deixe de ser discurso e se torne prática cotidiana.
Também é impossível falar desse período sem reconhecer o papel das entidades parceiras, patrocinadores, instituições de ensino, associações empresariais e órgãos públicos que caminharam ao nosso lado. O associativismo se sustenta justamente nessa rede de confiança, onde cada instituição contribui com sua expertise, sua estrutura e sua legitimidade.
Ao encerrar minha gestão em 28 de fevereiro, levo comigo um profundo sentimento de gratidão. Gratidão às diretorias que me acompanharam, aos conselheiros, às equipes operacionais, aos associados e a todos que acreditaram no propósito da APETI. Deixo a presidência com a tranquilidade de quem sabe que a entidade está mais estruturada, mais respeitada e mais preparada para os desafios que virão. Sigo comprometido com sua construção, colocando-me à disposição para continuar colaborando com a APETI no que for necessário, contribuindo para a continuidade dos projetos, para a sustentabilidade institucional e para o fortalecimento da governança. Aproveito também para desejar sucesso ao novo presidente da APETI, que será definido na eleição do dia 10 de fevereiro, certo de que a entidade seguirá sendo conduzida com responsabilidade, diálogo e visão de futuro.
O associativismo não é um fim em si mesmo. Ele é um meio para gerar impacto, promover desenvolvimento e construir futuros melhores. A trajetória da APETI pode ser comparada a uma corrida de revezamento: cada gestão recebe um bastão construído ao longo de décadas de história e tem a missão de manter o ritmo, honrar as conquistas anteriores e avançar ainda mais. Que a APETI siga cumprindo esse papel, renovando lideranças, ideias e projetos, sempre com o mesmo espírito colaborativo que nos trouxe até aqui.
Gerson Pedrinho
CEO da APP Sistemas e Presidente da Apeti