Comece hoje pagando a partir de R$5/mês no plano mensal
ESPAÇO DO LEITOR

Artigo

por Da Redação
Publicação em 27/05/2026
Espaço do leitor
Galeria
Espaço do leitor
Ouvir matéria

Gostei muito do artigo do psicólogo Alexandre Felipe de Oliveira ("Carta para uma avó que não conheço", 26/5). Muitos dizem que adoção é loteria, exatamente pela ancestralidade desconhecida. Acho que nenhuma herança, por pior que seja, resiste a um lar com amor.

Um bom ambiente familiar resolve tudo e aí temos casos bem-sucedidos.

Laerte Teixeira da Costa, Rio Preto

Rio Preto

Prefeito, li atentamente seu artigo e confesso que chama a atenção a tentativa de transformar crítica política, mobilização popular e fiscalização democrática em “balbúrdia”, “radicalismo” ou suposta torcida contra a cidade. Questionar contratos, cobrar transparência, pedir investigação e denunciar incoerências administrativas não significa desejar o caos. Significa exercer um direito democrático e cumprir um dever cívico diante de quem ocupa o poder público.

O senhor afirma governar para todos, mas reage com irritação sempre que a população, movimentos sociais, partidos de oposição ou vereadores exercem o legítimo papel de fiscalizar sua gestão. Se há denúncias consideradas infundadas, permita que sejam investigadas. Quem realmente confia na própria conduta não teme apuração. O problema é que, em Rio Preto, infelizmente, parte da Câmara preferiu blindar o Executivo antes mesmo de permitir que os fatos fossem devidamente esclarecidos.

Também causa estranheza o uso recorrente da expressão “cidadãos de bem” para separar quem apoia o governo de quem ousa criticá-lo. Cidadãos de bem também protestam. Cidadãos de bem também cobram. Cidadãos de bem também ocupam as ruas quando percebem arrogância política, falta de diálogo ou sinais preocupantes na condução administrativa da cidade. Democracia não é silêncio. Democracia é enfrentamento de ideias, fiscalização e participação popular.

Ninguém deseja o fracasso de Rio Preto. Pelo contrário. O que desejamos é uma cidade forte, transparente, democrática e governada com humildade institucional. Seguiremos fazendo oposição com firmeza, responsabilidade e coragem. Não por ódio, não por conveniência eleitoral, mas porque acreditamos que mandato público não pode se transformar em território blindado contra questionamentos. A história mostra que governos que se incomodam demais com fiscalização normalmente acabam se afastando perigosamente daquilo que chamam de “verdade”.

Carlos Alexandre Gomes, Rio Preto