Artigo

Numa era de cancelamentos e críticas mordazes por divergências de visões de mundo e da esfera política, o corajoso artigo de Fernando Fukassawa ("Vice-Rei de quintal alheio", 7/4) merece ser elogiado.
A mentalidade subserviente do colonizado faz ele se ver no mesmo patamar de aceitação do colonizador. Ledo engano, nunca deixa de ser desprezível sob o olhar dos dominadores territoriais ou ideológicos, sobretudo os totalitários. Isso explica o colaboracionismo e a traição à pátria. A História está repleta de exemplos.
José Manoel de Aguiar Barros, Rio Preto
Acidente-1
Sobre a notícia "Carreta com 60 mil litros de vinhaça tomba e contamina Córrego dos Macacos, em Rio Preto", a vinhaça é muito poluente. As usinas têm um limite na produção e tratamento. Não cumprem e ninguém fiscaliza. Quando passa do limite, irrigam a cana no plantio. Isto vem contaminando o lençol freático.
Em algumas cisternas rasas em torno dos canaviais, a água já está adocicada. Sem falar da proliferação da mosca do chifre, que é reproduzida nas curvas onde a vinhaça acumula.
Toninho Cury, via Instagram
Acidente-2
A vinhaça é extremamente rica em matéria orgânica. Ao entrar no rio, bactérias decompõem essa matéria orgânica e consomem quase todo o oxigênio dissolvido na água, resultando na morte de peixes e outros organismos aquáticos.
A vinhaça possui um pH muito baixo (ácido), o que altera drasticamente o ecossistema aquático, matando microrganismos e plantas aquáticas. Ela sai das destilarias a temperaturas muito altas, que podem chegar a 60ºC, o que inibe a ação microbiológica e mata a fauna e flora local. Sua composição ácida e corrosiva pode contaminar lençóis freáticos e inutilizar a água para consumo humano, animal ou irrigação. A cor escura (aspecto pastoso) e o forte cheiro da vinhaça tornam a água imprópria para qualquer uso.
Em resumo, a vinhaça mata a fauna, flora e microbiota das águas doces.
Brenda Silva Oliveira, via Instagram