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Arrecadação com IPTU

por Da Redação
Publicação em 12/04/2026
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Como assinante e assíduo leitor deste conceituado jornal, vez ou outra me deparo com certas informações que, no meu entender, parecem piadas de mau gosto ou informações repassadas por gestores despreparados para a função que exercem.

1- RioPretoPrev, elefante branco que nasceu semi-morto em 2001 e continua na UTI até hoje, onde os responsáveis pela mesma dilapidam o patrimônio público com a venda de imóveis e subsídios, alegam que tomaram tais e tais providências para diminuir o déficit e a cada balanço o rombo aumenta.

2- A bola da vez está na edição deste jornal de 5/4/2026: arrecadação com IPTU cresce em Rio Preto. No 1º trimestre/25, a arrecadação foi de R$ 120,9 milhões e, no 1º trimestre/26, foi de R$ 136 milhões. Levando-se em conta o aumento de 20% (R$ 120,9 milhões x 120% = R$ 145 milhões), a arrecadação ficou R$ 24,1 milhões abaixo do arrecadado no ano anterior.

Os nossos dirigentes públicos precisam analisar as informações que repassam à população, pois são nossos legítimos representantes. O Brasil está assim porque a população perdeu o descrédito de nossos governantes e chega à conclusão de que não adianta reclamar.

Chego a pensar que isto é o reflexo da péssima educação municipal de nossa cidade, onde os nossos dirigentes municipais não conhecem regras de matemática básica ou continuam achando que toda a população é idiota ou irresponsável.

Volto a insistir, quero uma Rio Preto melhor para todos, e somente a população irá conseguir através de fiscalização e denúncias.

Benedito da Silva Melo, Rio Preto

Endividamento

O avanço das “bets” no Brasil deixou de ser entretenimento para se tornar um problema econômico e social. Em 2024, o varejo perdeu R$ 103 bilhões, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, refletindo a migração da renda das famílias para apostas.

Estudos do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e da Fundação Instituto de Administração mostram que elas já são o principal fator de endividamento, superando juros e crédito. Mais de 11 milhões de brasileiros apresentam sinais de dependência.

O paralelo com drogas é evidente: as bets ativam mecanismos de recompensa, gerando compulsão e perdas sucessivas. Sem regulação firme, o país normaliza um vício que corrói famílias e enfraquece a economia.

Marcus Aurelio de Carvalho, Santos