A Fé e o Seguro
Dizem que "o Seguro morreu de Velho", mas também sabemos que a Fé é inabalável

Tem a ver? É correto nós estarmos aludindo a esse paralelo ou soa meio “forçado”? A Fé é o segundo maior atributo da Lei de Deus, perde apenas para a “caridade”. Ela, Fé, não se prescreve, não se impõe, não se recomenda, mas se adquire. É acessível a todos.
Não há fé inabalável senão aquela que pode encarar a razão. Sem a “luz da razão”, a Fé se enfraquece.
A Fé é uma ferramenta pedagógica de Jesus, mas caberá à ciência e à inteligência resgatarem este princípio, que não possui nada de secreto.
Na faculdade aprendemos sistemas que a humanidade vivenciou ao longo da civilização humana. Foram muitos e concernentes a várias civilizações (egípcios, babilônicos, maias, romanos etc.) ou econômico-sociais, como o comunismo primitivo, escravagismo, feudalismo e mercantilismo, até chegar ao capitalismo. Hoje, predominam economias mistas, modelo cujos mecanismos de mercado sofrem com a regulação e intervenção do Estado.
O que me encantou foi o resultante da palavra “mutualismo ou mutualidade”, que faz parte do produto Seguro. Textualmente falando, bom que se diga, o mutualismo (obrigatório ou facultativo) é uma relação ecológica harmônica entre espécies distintas, onde ambas obtêm benefícios. Mas, no campo econômico, podemos defini-lo como “um sistema baseado na cooperação voluntária, reciprocidade e solidariedade, onde indivíduos se associam para atender interesses comuns, muitas vezes sem depender do Estado”.
Para finalizar o que está escrito, “ele promove a autogestão e o equilíbrio de poder, sendo aplicado no crédito mútuo, cooperativas e, comumente, na mitigação de riscos, como em seguros”.
Taí. A definição cabal que buscamos é a reflexão de todos nós sobre evolução e sistemas macroeconômicos que podem nos levar à frente com segurança e proteção.
O paralelo que traçamos e difundimos aponta claramente que há uma grande força (Fé) combinando com outro princípio que a sociedade humana ainda precisa se capacitar e praticar.
Dizem que "o Seguro morreu de Velho", mas também sabemos que a Fé é inabalável. A principal diferença do mutualismo para o capitalismo contemporâneo está no propósito social e humano acima do lucro, focando a satisfação de necessidades e a coesão social. Seguro é mutualismo, que se traduz em uma “economia de confiança”; foi isso que nos atraiu em 79, quando, após um período sabático em Ciências Econômicas e Administração de Empresas, iniciamos no setor de Seguros.
Acredite: o setor de seguros é um pilar da economia, protegendo ativos e garantindo estabilidade financeira para pessoas e empresas. Os números dos seguros no Brasil, cerca de 5,8% do PIB nacional, ainda não estão alinhados; assim como a Fé em Deus, requerem mais observação e uma aquisição natural.
Shirtes Pereira
Bacharel em Economia e Administração de Empresas, Corretor de Seguros SUSEP. CEO do Grupo SHIRTESEG Corretora de Seguros.