SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | QUINTA-FEIRA, 11 DE AGOSTO DE 2022
Despedida

'Mestre das impressoras', Leonardo Soler morre aos 82 anos em Rio Preto

Ele foi responsável pela confecção das primeiras folhas coloridas do Diário da Região

Joseane Teixeira
Publicado em 03/07/2022 às 15:20Atualizado em 03/07/2022 às 15:35
Leonardo Alonso Soler atuou como gráfico nos jornais Folha de S.Paulo e Diário da Região (Arquivo Pessoal)

Leonardo Alonso Soler atuou como gráfico nos jornais Folha de S.Paulo e Diário da Região (Arquivo Pessoal)

Morreu neste sábado, 2, aos 82 anos, o impressor Leonardo Alonso Soler.

Responsável pela confecção das primeiras páginas coloridas do Diário da Região, ele lutava há sete anos contra a doença de Parkinson e há um ano contra o Alzheimer.

Geleia, como era carinhosamente chamado pelos colegas de trabalho, estava internado no Hospital Santa Helena, em Rio Preto, mas viveu os últimos anos de vida em Nhandeara.

Antes de ser contratado por Norberto Buzzini, diretor-presidente do Diário, para chefiar as impressoras na gráfica do jornal, Leonardo Soler trabalhou na gráfica do jornal Folha de S.Paulo, onde permaneceu dos 23 aos 50 anos. Lá conheceu o colega José Pedro Jaime, do setor de fotocomposição. Quis o futuro que os dois também trabalhassem juntos em Rio Preto.

“Era um expert em impressão. Não conheci profissional melhor. Na convivência, um grande amigo de todos. Era um ser humano agregador”, disse José.

O advogado Aldo Cardenas Alonso se emociona ao lembrar a trajetória vitoriosa do pai. “Foi um caipira que saiu de uma vilinha (Ida Iolanda) e conheceu toda a América por meio do trabalho. Ele tinha apenas o 3º ano do ensino primário, mas era extremamente inteligente, tinha uma capacidade de raciocínio extraordinário”.

Aldo afirma que o pai participou da implantação das impressoras offset no Diário da Região, contribuindo para a qualidade gráfica das edições.

Irmão de Geraldo Soler e Mário Soler, que também trabalharam no Diário, Leonardo deixa dois filhos, cinco netos e a esposa Adélia Cardenas Brás.

“Foi o melhor pai, avô e bisavô que a nossa família pôde ter. Será sempre lembrado como motivo de orgulho. Um homem apaixonado pelo trabalho e que, por meio dele, venceu na vida”, concluiu a filha Vanda Cardenas Soler.

A despedida foi realizada na tarde deste domingo, 3, no cemitério São João Batista, em Rio Preto.

 
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