Trump diz que negociações avançam e suspende ataques à infraestrutura do Irã
No sábado, Trump havia dado um ultimato ao Irã de 48 horas para reabrir o Estreito de Ormuz

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira, 23, por meio de sua conta na rede social Truth Social que houve avanço nas negociações com o Irã para o fim das hostilidades no Oriente Médio e, com isso, determinou a suspensão dos ataques à infraestrutura civil do país.
No sábado, Trump dera um ultimato ao Irã de 48 horas para reabrir o Estreito de Ormuz.
Depois do anúncio do republicano, o chanceler de Omã, Badr al-Busaidi, emitiu um comunicado em que afirma estar “trabalhando intensamente para implementar medidas de passagem segura no Estreito de Ormuz”.
Omã tem atuado frequentemente como mediador entre os Estados Unidos e o Irã. “Independentemente da sua opinião sobre o Irã, esta guerra não foi criada por eles”, disse ele. “O conflito já está causando problemas econômicos generalizados e temo que a situação piore muito se a guerra continuar.”
Petróleo
Após a postagem de Trump, os preços do petróleo despencaram. Depois das cifras atingirem quase US$ 110 o barril durante o dia, o preço do petróleo Brent, referência global, caiu para menos de US$ 100.
Trump não deu detalhes sobre como o Irã e os Estados Unidos poderiam chegar a um acordo para uma “resolução completa e total” de suas hostilidades. Analistas afirmaram ser difícil identificar uma possível saída para o conflito, visto que Israel e os Estados Unidos pediram a destituição do governo iraniano, que permanece no poder apesar do assassinato de importantes líderes, incluindo o aiatolá Ali Khamenei.
A questão prioritária para o governo Trump é garantir o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz. Mas igualmente importante é decidir como lidar com os 440 quilos de urânio enriquecido, quase de grau bélico, que se acredita que o Irã tenha armazenado em instalações nucleares em Isfahan e Natanz, bem como se os Estados Unidos e Israel estão prontos para encerrar as hostilidades com a Guarda Revolucionária Islâmica e o novo Líder Supremo.
Se encerrarem a guerra com a República Islâmica ainda no comando do Irã, Trump poderá ser visto como alguém que abandonou o povo iraniano, que foi às ruas em janeiro em protestos por todo o país — e foi massacrado pelas forças iranianas. Essas manifestações foram parte do que levou Trump a participar da guerra.