OPERAÇÃO

Polícia de São Paulo prende 10 pessoas que aplicavam golpe do falso advogado

Os envolvidos operavam uma central criminosa que entrava em contato com as vítimas

por Agência Brasil
Publicado há 3 horasAtualizado há 2 horas
Polícia de SP prende 10 pessoas que aplicavam golpe do falso advogado (Agência Brasil)
Galeria
Polícia de SP prende 10 pessoas que aplicavam golpe do falso advogado (Agência Brasil)
Ouvir matéria

A Polícia Civil de São Paulo prendeu um grupo de dez pessoas que aplicavam o golpe do “falso advogado”. Os envolvidos operavam uma central criminosa que entrava em contato com as vítimas. As prisões ocorreram nessa quinta-feira, 26.

O grupo, formado por nove homens e uma mulher, convencia as vítimas de que tinham valores a receber por supostas ações judiciais. Em seguida, pediam que enviassem pagamentos para a liberação do dinheiro. Os suspeitos utilizavam scripts prontos e uma base de dados com informações sensíveis sobre seus alvos.

As equipes da polícia descobriram o esquema por meio de uma denúncia anônima. Quando os agentes chegaram à central criminosa, flagraram os envolvidos em plena atividade. Alguns deles tentaram destruir aparelhos para ocultar provas durante a abordagem.

Foram apreendidos 25 celulares, nove notebooks, cinco veículos e cadernos com anotações contendo roteiros usados nas abordagens às vítimas, que serão submetidos à perícia. Os criminosos foram encaminhados ao 1º Distrito Policial de Itaquaquecetuba, onde permanecem presos à disposição da Justiça.

O caso foi registrado como estelionato e associação criminosa. As investigações prosseguem para identificar outros envolvidos no esquema.

No início desta semana, a Polícia Civil prendeu 16 pessoas pelo mesmo crime em um imóvel no bairro de Ermelino Matarazzo, na zona leste da capital. Durante a abordagem foi constatada uma troca de mensagens, com um comprovante no valor de R$ 1,3 mil enviado por uma vítima.

No estado de São Paulo, também foram presas quatro pessoas que se passavam por advogados. Os criminosos informaram que o precatório – requisições de pagamento emitidas pelo Judiciário para quitar dívidas de entes públicos – havia saído. Em seguida, era solicitado o pagamento de taxas inexistentes por meio de Pix.

As ações fazem parte de uma operação interestadual contra o golpe do falso advogado e fraudes em precatórios.