SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | DOMINGO, 14 DE AGOSTO DE 2022
EXPANSÃO

Nações da Otan assinam apoio à adesão para Finlândia e Suécia

A assinatura, na sede da Otan em Bruxelas, segue um acordo com a Turquia na cúpula da aliança da semana passada em Madri

Agência Brasil
Publicado em 06/07/2022 às 00:50Atualizado em 06/07/2022 às 09:10
Secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, entre o ministro das Relações Exteriores da Finlândia, Pekka Haavisto, e a ministra das Relações Exteriores da Suécia, Ann Linde (Reprodução/Facebook)

Secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, entre o ministro das Relações Exteriores da Finlândia, Pekka Haavisto, e a ministra das Relações Exteriores da Suécia, Ann Linde (Reprodução/Facebook)

Os 30 integrantes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) assinaram protocolo de adesão para Finlândia e Suécia nesta terça-feira, 5, permitindo que os dois países se juntem à aliança assim que os parlamentos ratificarem a decisão. É a expansão mais significativa da aliança desde os anos 90.

A assinatura, na sede da Otan em Bruxelas, segue um acordo com a Turquia na cúpula da aliança da semana passada em Madri. Na reunião, Ancara suspendeu o veto às propostas de adesão nórdicas após garantias de que ambos os países farão mais para combater o terrorismo.

"Este é realmente um momento histórico", disse o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, ao lado dos ministros das Relações Exteriores dos dois países. "Com 32 nações ao redor da mesa, seremos ainda mais fortes."

O protocolo significa que Helsinque e Estocolmo podem participar de reuniões da Otan e ter maior acesso à inteligência, mas não serão protegidos pela cláusula de defesa mútua da Otan - que prevê que um ataque a um aliado é um ataque contra todos - até a ratificação. Isso provavelmente levará até um ano.

Foi em uma cúpula aliada em Madri, em 1997, que Hungria, Polônia e República Tcheca foram convidadas a participar, na primeira de várias ondas de expansão da Otan em direção ao leste -, vistas como uma conquista para o Ocidente, mas que irritaram a Rússia.

Moscou advertiu repetidamente os dois países contra a adesão à Otan. Em 12 de março, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia disse que "haverá sérias consequências militares e políticas".

Stoltenberg pediu aos aliados que ratifiquem rapidamente as adesões e assegurou aos dois países nórdicos o apoio da Otan nesse meio tempo. "A segurança de Finlândia e Suécia é importante para nossa aliança, inclusive durante o processo de ratificação", afirmou.

 
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