SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | DOMINGO, 07 DE AGOSTO DE 2022
AGÊNCIA DE ENERGIA

Guerra leva à revisão da demanda mundial de gás até 2025 por conta dos preços recordes

No informe trimestral de gás publicado nesta terça, 5, a AIE calcula que a demanda reduzirá 0,5% ainda este ano e, a partir de 2023, começará a se recuperar para chegar ao ritmo de progressão de 1,5% em 2025

Agência Estado
Publicado em 06/07/2022 às 00:50Atualizado em 06/07/2022 às 09:08
Na quinta-feira, a Rússia afirmou ter assumido o controle de Mariupol (Agêmcia Brasil)

Na quinta-feira, a Rússia afirmou ter assumido o controle de Mariupol (Agêmcia Brasil)

A Agência Internacional de Energia (AIE) revisou para baixo a previsão sobre a demanda mundial de gás até 2025 por conta dos preços recordes desde o início da invasão russa na Ucrânia e que devem seguir a níveis excepcionalmente elevados.

No informe trimestral de gás publicado nesta terça, 5, a AIE calcula que a demanda reduzirá 0,5% ainda este ano e, a partir de 2023, começará a se recuperar para chegar ao ritmo de progressão de 1,5% em 2025.

Isso significa que, entre 2021-2025, o incremento médio anual da demanda será de 0,6%. Em 2021, a previsão era de alta de 1,7% por ano.

Até o meio desta década, o aumento do consumo será cerca de 140 milhões de metros cúbicos, chegando a cerca de 4,24 bilhões, quando nos cinco anos anteriores a alta foi de 370 milhões de metros cúbicos.

O principal fator que justifica a severa correção é a guerra na Ucrânia, que tem levado a União Europeia a reduzir de forma drástica importações do gás da Rússia, tradicionalmente seu principal provedor.

Para substituir a importação russa, a Europa tenta recorrer a outros países produtores, e isso considera principalmente o Gás Natural Liquefeito (GNL) que chega por barco, mercado este que entrou em uma tensão que não se resolverá a curto nem médio prazo.

A consequência direta é a escalada de preços. Conforme projeções da AIE, os preços do gás no mercado de transferência de títulos TFF holandês (ponto comercial virtual de gás natural), que serve de referência na Europa, não apenas vão sextuplicar este ano o que havia em 2019, antes do início da pandemia da Covid-19, como, em 2025, seguirão custando praticamente o triplo.

 
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