Fantick destacou-se na grande Portuguesa
Flash Bola
Campeã paulista de 1935, 1936 e de 1973, e vice brasileira de 1996, a Portuguesa impunha respeito, batia de frente com as grandes potências futebolísticas e sempre contou com jogadores talentosos. Nesse contexto incluímos Fantick, um lateral-esquerdo técnico, de muito vigor físico e contemporâneo de Enéas, Wilson Carrasco, Duílio, Danival, Daniel Gonzales e tantos outros que marcaram época na Lusa. “Sempre fui lateral, mas também joguei improvisado como zagueiro, meia e até de ponta-esquerda”, informa.
Paraibano de João Pessoa, Francisco de Assis dos Santos nasceu no dia 16 de outubro de 1955 e ganhou o apelido de Fantick na infância. Começou a carreira no time de garotos do Íbis, do bairro da Torre. Visto por olheiros, foi levado ao Botafogo-PB. “Eu conciliava o futebol com o trabalho numa fábrica de zíperes, que era de onde eu tirava o sustento pra mim e para os meus pais (David e Ducila)”, diz.
Foi a revelação do Campeonato Paraibano de 1973, e campeão estadual em 1975 e 1978. Veio para o São Paulo, ficou 60 dias em avaliação, mas decidiu voltar para o Nordeste. Comprado pelo Comercial em agosto de 1978, permaneceu no clube de Ribeirão Preto até março de 1980, quando acabou negociado com a Portuguesa. Estreou no empate sem gols com o Corinthians no Morumbi, no dia 9 de março, pela primeira fase do Brasileirão.
Teve atuações destacadas em várias partidas, principalmente em dois triunfos de 1 a 0 sobre o Corinthians, em 18 de outubro de 1980, e em 7 de fevereiro de 1981, respectivamente. Esteve vinculado ao clube lusitano até 1984. Neste período, foi emprestado ao Avaí e à Catuense-BA. Voltou ao Comercial, jogou no bom time do Taquaritinga e também atuou no Lemense, Fernandópolis, São Caetano e Matonense, onde pendurou a chuteira, após a temporada de 1993.
Corinthians 0 X 1 Portuguesa - 18 de outubro de 1980
Ficha Técnica
Corinthians
Solitinho; Zé Maria, Mauro, Djalma e Wladimir; Basílio, Biro Biro e Sócrates; Vaguinho, Geraldão (Toninho) e Carlinhos (Gil). Técnico: Oswaldo Brandão.
Portuguesa
Everton; César, Duílio, Daniel Gonzales e Fantick; Zé Mário, Amadeu e Wilson Carrasco; Toquinho (Moisés), Douglas (Caio) e Pita. Técnico: Mário Travaglini.
Gol: Wilson Carrasco aos 39 minutos do segundo tempo. Árbitro: Emídio Marques de Mesquita. Renda: Cr$ 2.526.340,00. Público: 25.704 pagantes. Local: estádio do Morumbi, em São Paulo, no sábado, dia 18 de outubro de 1980, pelo Paulistão, com Fantick na Portuguesa.
Realiza trabalho social em Matão
A partir de 1994, Fantick mudou de função. “Eu não aguentava mais andar”, diz, referindo-se às constantes lesões. Foi auxiliar técnico de José Carlos Fescina, Wanderley Paiva, Roberto Brida, Luis Carlos Ferreira, Walter Ferreira, Luiz Carlos Martins e tantos outros. Montou uma escolinha de futebol em Matão, a “Associação Esportiva Fantick”, que faz um trabalho social com garotos de 6 a 16 anos. Casado com Cristiane, pai de Alex, David e Alícia, ele mora em Matão.