Brida registrou todos os seus jogos em um caderno
Flash Bola
Meio-campista talentoso, Roberto Brida começou a carreira como centroavante no extinto Catanduva Esporte Clube, brilhou no Juventus, teve uma passagem marcante pelo Rio Preto e ainda defendeu Portuguesa Santista, Barretos e São Bento de Sorocaba. Nascido em Itajobi, em 30 de janeiro de 1945, Brida mudou-se para Catanduva ainda criança e já vestia a camisa do time profissional da cidade aos 18 anos de idade.
Durante cinco anos, conciliou o futebol com o trabalho de bancário no Comind. Desde o início da carreira, Brida fez questão de registrar todos os jogos que disputou, anotando datas e os resultados em um caderno. O “diário” revela que a primeira partida dele foi no empate de 2 a 2 com o Rio Preto, em amistoso no antigo estádio Victor Brito Bastos, no dia 10 de março de 1963. Uma semana depois, ele marcou um dos gols nos 4 a 0 diante dos rio-pretenses, desta vez, em Catanduva.
Em 1968, Brida jogou na Portuguesa Santista e no Barretos, e na temporada seguinte defendeu o São Bento. Atuou mais dois meses no Grêmio Catanduvense no início de 1970. “Eu fazia faculdade de educação física na USP, em São Paulo, e nem treinava”, informa. Em seguida, seu irmão, o meia Brecha, que jogou no Santos, estava no Juventus e o indicou ao técnico Milton Buzzetto. Aprovado em teste, permaneceu quatro anos no clube da Javari, onde conquistou respeito e admiração dos juventinos.
Fez 15 partidas pelo Rio Preto
Durante a sua trajetória no clube da Mooca, Brida saiu emprestado para defender o Rio Preto no Paulistinha, no segundo semestre de 1973, após o Paulistão. Ele veio junto com os zagueiros Carlos e Oscar Amaro. Estreou na vitória de 2 a 0 sobre o temido Saad, de São Caetano do Sul, no dia 15 de setembro, no Riopretão.
Com ele em campo, o Jacaré realizou 15 jogos, com seis vitórias, quatro empates, cinco derrotas, 17 gols marcados e 12 sofridos. Brida fez dois gols, inclusive um na sua despedida nos 3 a 0 sobre o São Bento, no Riopretão, no dia 16 de dezembro. “Me casei com Ivanil no dia seguinte”, diz.
O último jogo de Brida como profissional foi na derrota do Juventus por 2 a 1 para o São Paulo, no dia 15 de dezembro de 1974, pelo Paulistão. Formado em educação física pela USP, com especialização como técnico de futebol e de handebol, e em marketing esportivo, após pendurar a chuteira, Brida foi preparador físico de Milton Buzzeto no Corinthians, entre 1975 e 1976, e no Juventus, na temporada seguinte.
Rio Preto 3 X 0 São Bento - 16 de dezembro de 1973
Ficha Técnica
Rio Preto
Alexandre; Edvaldo, Pádua, Oscar Amaro e Jarbas; Tião (Tino) e Brida; Vilson Tadei, Nei, Perrela e Wilson (Bita). Técnico: Rubens Minelli.
São Bento
Geninho; Chiru, Clodoaldo (Nelsinho), Edson e Fernando; Zé Carlos e Nenê; Claudinho, Tico (Tuim), Roberto e Babá. Técnico: Marcos Pawloswky.
Gols: Nei aos 2 e aos 39 e Brida aos 25 minutos do segundo tempo. Árbitro: Rubens Paulis. Expulsão: Nenê. Renda: Cr$ 5.167,00. Público: 713 pagantes. Local: estádio Riopretão, no domingo, dia 16/12/1973, pelo Paulistinha, na despedida de Brida do Rio Preto.