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COPA DO BRASIL

Neymar pouco faz, Santos esbarra na trave, em gol anulado e fica no 0 a 0 com o Remo

Com gol perdido de maneira incrível por Gabigol, Peixe tem resultado decepcionante na Vila Belmiro e precisará vencer o Leão do Norte em Belém do Pará se quiser avançar na competição

por Agência Estado
Publicado em 02/08/2026 às 09:41Atualizado em 02/08/2026 às 09:41
Neymar pouco fez durante a partida, mas ficou em campo durante os 90 minutos (Raul Baretta/Santos FC)
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Neymar pouco fez durante a partida, mas ficou em campo durante os 90 minutos (Raul Baretta/Santos FC)
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A cabeçada subiu, o calcanhar parou na marcação, o cruzamento que virou chute com curva foi defendido pelo goleiro, as arrancadas terminaram com a bola perdida e a bola batida no escanteio fez curva por fora para anulação do gol do alívio. Ainda rolaram alguns passes mal concluídos pelos companheiros. Em dia de pouco brilho do astro Neymar na Vila Belmiro, o Santos amargou um frustrante empate sem gols com o Remo no duelo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil. O resultado até poderia ser positivo se o gol de Gabigol valesse ou se as bolas no travessão fossem no alvo.

As equipes definem a vaga às quartas na terça-feira, no Mangueirão. E o entristecido torcedor santista tem bons motivos para confiar na vaga. Na fase anterior da Copa do Brasil, o time também ficou no 0 a 0 na Vila Belmiro e despachou o Coritiba, no Couto Pereira, com 2 a 0. Considerando o rival, vem à lembrança a edição de 2010, ainda pela segunda rodada, quando o time foi a Belém e goleou por 4 a 0, com dois de Neymar, avançando direto.

A questão é se o astro estará no duelo de volta, como planejado por Cuca. O time viaja para Belém na segunda-feira, data na qual está agendado o leilão do Instituto Projeto Neymar Jr., no Suhai Music, à noite, em São Paulo, e no qual o astro esteve presente nas cinco edições anteriores. É possível que ele viaje sozinho na terça-feira, 4.

PRIMEIRO TEMPO

Invicto no histórico contra o Remo, com nove vitórias em 10 confrontos, o Santos entrou em campo na Vila Belmiro com uma troca de última hora. Gabriel Menino acusou dores musculares e acabou ficando somente na reserva, com Igor Vinícius recuperando a vaga titular.

Do mais, Cuca cumpriu o planejado e apostou no quarteto ofensivo com Barreal, Rolheiser, o artilheiro Gabigol, e o astro Neymar, na missão de quebrar a retranca do Remo rápido para buscar cômoda vantagem de gols.

O Remo, por outro lado, prometia dificultar as ações santistas como fez nos embates com o Bahia na fase anterior (ganhou os dois jogos). Embalado por quatro triunfos nos últimos oito jogos, a equipe do Pará queria surpreender na velocidade.

A bola rolou e as equipes logo mostraram que seriam ofensivas. O Santos por obrigação e o Remo por ousadia. Com menos de cinco minutos, Neymar já estava se contorcendo de Dors no chão após levar um pisão. Esperança da torcida, transmitia preocupação às arquibancadas e aos companheiros.

Ainda mancando, o astro viu Barreal acertar o travessão após desvio do goleiro. Perigo de um lado, oportunidade de ouro do outro. Jajá soltou a bomba e obrigou Brazão a trabalhar pela primeira vez em começo de jogo vistoso e com emoção.

O Remo adiantou as linhas e começou a dar trabalho ao Santos. A torcida, vendo seu time acuado, começou a vaiar para tentar desestabilizar o visitante e, também, sacudir seus ídolos em campo que pouco tocavam na bola diante do bom trabalho do time de Léo Condé.

Quando conseguiu ultrapassar o meio-campo, teve um escanteio que resultou em "uh" da torcida. Neymar cobrou, Veríssimo desviou de cabeça e a bola tocou no travessão. Gabigol ainda passou perto da bola e não conseguiu desviá-la para as redes.

Em etapa na qual passou quase despercebido, errando muitos passes e dribles e com lentidão nas tentativas de arrancadas, Neymar não conseguiu se dar bem nem no pedido de expulsão de Zé Ricardo por cotovelada em João Ananias. O intervalo sem gols veio após o astro dar passes para Escobar e Barreal não conseguirem abrir o marcador.

GOL ANULADO

Inconformado com o 0 a 0, Cuca voltou com trocas do descanso. Caballero na vaga de Rolheiser por opção técnica e com Gabriel Menino após Igor Vinícius acusar uma lesão. O diferencial foi a postura ainda mais ofensiva, com a busca pelo gol desde o recomeço do embate. O então ousado Remo estava todo retraído.

A torcida aumentou o volume no apoio, enquanto Cuca cobrava mais calma. O Santos tratava bem a bola. Faltava o capricho na hora de balançar as redes. Gabigol mandou nas alturas a preciosa chance.

Assim como a torcida, Neymar começou a perder a paciência. Reclamava com o árbitro após levar entrada mais brusca de Marllon e chegou a cobrar o zagueiro, que o esnobou, virando de costas.

O gol saiu logo depois, com a dupla de astros, mas não valeu. Neymar cobrou escanteio e Gabigol concluiu, mesmo pegando errado e sem força na bola. O VAR anulou o lance, pois a bola fez a curva por fora do campo. Mesmo em visível melhora, o Santos viu o Remo assustar em batidas de longe de Pikachu e Alef Manga. No fim, nada de gols e decisão indefinida em dia com três jogos com placares zerados.

FICHA TÉCNICA

SANTOS 0 X 0 REMO

SANTOS - Gabriel Brazão; Igor Vinícius (Gabriel Menino), Lucas Veríssimo (Adônis Frías), João Ananias e Escobar; Oliva, Gabriel Bontempo, Barreal (Rony) e Rolheiser (Caballero); Neymar e Gabigol (Thaciano). Técnico: Cuca.

REMO - Marcelo Rangel; Marcelinho, Marllon, Matheus Felipe e Mayk; Picco (Edson), Zé Welison, Zé Ricardo (Vitor Bueno) e Yago Pikachu (Matheus Alexandre); Jajá e Alef Manga (Gabriel Taliari) Técnico: Léo Condé.

CARTÕES AMARELOS - Rolheirer, Escobar e Neymar (Santos); Alef Manga, Edson, Zé Ricardo e Matheus Felipe (Remo).

ÁRBITRO - Bruno Arleu de Araújo (RJ).

RENDA - R$ 832.156,25

PÚBLICO - 12.820 presentes

LOCAL - Vila Belmiro, em Santos.