Neymar diz que ‘deu a vida e o sangue’ na Seleção Brasileira e descarta volta: ‘Não quero mais’
Atacante de 34 anos confirma que não irá mais defender a camisa da equipe nacional

A história de Neymar com a seleção brasileira chegou ao fim. A confirmação da aposentadoria do jogador em partidas pela equipe nacional foi confirmada após a vitória do Santos sobre o Universidad Central na noite desta terça-feira, na Vila Belmiro. Na passagem pela zona mista, o camisa 10 disse que não vai mais defender a camisa do Brasil.
“Meu momento na seleção brasileira já foi. Fiz história, fui muito feliz, dei meu sangue, minha vida, sempre briguei e lutei pela amarelinha, mas agora eu não quero mais”, disse o jogador após o triunfo de 4 a 2 que garantiu o Santos nas quartas de final da Copa Sul-Americana.
O duelo contra o time venezuelano foi apenas o segundo jogo de Neymar pelo clube após o término da Copa do Mundo. Após participar dos 90 minutos do empate de 2 a 2 com a Chapecoense e anotar os dois gols santistas na partida, ele entrou no intervalo do confronto contra a Universidad Central.
A Copa do Mundo de 2026 foi a quarta de Neymar. Nesta edição do Mundial, no entanto, a sua convocação foi marcada por polêmicas, principalmente em relação à sua condição física. Ele foi incluído na lista mesmo com um edema na panturrilha e disputou apenas duas partidas no torneio de seleções.
Após entrar em campo durante parte do jogo em que o Brasil derrotou a Escócia por 3 a 0, ele também saiu do banco de reservas para encarar a Noruega. Na partida em que o time comandado por Carlo Ancelotti foi eliminado por 2 a 1, nas oitavas de final, o atacante santista fez o gol de honra do Brasil em cobrança de pênalti nos acréscimos.
O lance, no entanto ficou marcado por mais uma polêmica. Provocado pelo goleiro pouco antes da penalidade, ele entrou na catimba do adversário e ficou discutindo com o rival ao invés de tentar pegar a bola e buscar ainda uma reação nos minutos final do embate.
A zona mista também serviu para Neymar comentar sobre a cobrança que fez ao elenco (que para alguns no grupo foi acima do tom) no vestiário no empate contra a Chapecoense.
“Não aconteceu nada, se tivesse acontecido eu falaria. Inventaram uma mentira. Nesse clube saem coisas que não podem sair. Nossa cobrança é com todos. Eu falei no fim do jogo, cobrei e disse que a gente não poderia dar esse mole. Não pode ceder um empate, com todo o respeito à Chapecoense”, afirmou.