SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | SÁBADO, 16 DE OUTUBRO DE 2021
FORÇA, FÔLEGO E FÉ

Mirassolense fica com a 2ª colocação em ultramaratona

Maratonista mirassolense, que acaba de ser vice em prova de 70 km na região de Rio Preto, planeja voos maiores para seguir na briga por pódios

Lucas Israel
Publicado em 17/09/2021 às 23:37Atualizado em 17/09/2021 às 23:40
Rose exibe, orgulhosa, os troféus conquistados como maratonista: ‘Tenho fé em mim e em Deus. Vou conseguir’ (Divulgação/ Cozimax)

Rose exibe, orgulhosa, os troféus conquistados como maratonista: ‘Tenho fé em mim e em Deus. Vou conseguir’ (Divulgação/ Cozimax)

Pouco menos de 70 quilômetros separam Rio Preto e Catanduva. Distância que uma maratonista de Mirassol supera graças ao fôlego e à força das pernas. Rosimeire Santana Arena, 42 anos, acaba de conquistar o vice-campeonato no 5º desafio Grandes Lagos, prova de longa duração que abrange Jales, Santa Salete, Santana da Ponte Pensa e Santa Clara D’Oeste, realizado no domingo, 12, se divide entre a rotina de trabalho em uma empresa de Mirassol e as tarefas em casa para alimentar a chama das corridas.

Mas todo sonho, como sempre, começa com uma faísca. Há seis anos, ela começou no universo das provas de maneira despretensiosa, na própria empresa, e hoje a dedicação às provas é diária. "Não é uma rotina fácil, mas sempre falo que nada nessa vida é fácil. Gostoso é lutar e ter força de vontade. Entro às 6h trabalho até 16h30, e ainda pego alguns trabalhos para ajudar em casa, porque meu marido está desempregado. Mas ele me ajuda cuidando da casa e com o filho na escola”, conta.

Todos os dias, Rose, como prefere ser chamada, treina um pouco, sempre depois do expediente. Os treinos são acompanhados por um treinador e variam entre 10km e 20 km durante a semana. Contudo, aos finais de semana, vêm as práticas mais pesadas. São 30km aos sábados e 42km – a distância da maratona olímpica – aos domingos. O marido, claro, também ajuda, levando água e isotônicos, mas claro, de carro ou moto. “Na verdade, ele vai com o que tiver gasolina”, brinca. Mas é justamente este apoio da família que a faz ir mais longe. “Na verdade é um ponto que tive muita sorte. Tive uma compreensão da família. Se não tivesse, apoio, nunca daria certo.”

Mesmo com o físico perfeito, o trabalho psicológico também é fundamental. Afinal, mesmo que as pernas aguentem, a cabeça se torna um obstáculo conforme os passos avançam. “A gente corre 50% com as pernas e 50% com a cabeça. Se não tiver psicológico com 30 quilômetros, você para, porque o desgaste é muito grande. O tempo inteiro fico pensando: – Tenho fé em mim e em Deus. Vou conseguir, não desista.”

Apesar do desânimo esporádico e das condições financeiras que por vezes a impedem de viajar, a motivação para correr é maior. Por isso, os planos para as próximas provas já estão a todo vapor, respeitando as limitações impostas pela pandemia. “No final do ano tem a São Silvestre e no ano que vem quero participar da Maratona do Rio do Rastro”, planeja.

 
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