Casares renuncia à presidência do SP
Julio Casares deixou a presidência do São Paulo. Ele renunciou dias após ter sofrido uma derrota no processo de impeachment no Conselho Deliberativo. O procedimento ainda previa uma assembleia de sócios, a ser convocada em até 30 dias. Entretanto, uma nova derrota poderia significar perda de direitos políticos no clube por até 10 anos e exclusão no Conselho Consultivo da agremiação.
Em carta publicada no seu perfil do Instagram, Casares diz que as acusações as quais responde iniciaram com "versões frágeis" e são tratadas como verdade "mesmo sem apresentação de provas robustas."
A renúncia vem no mesmo dia que a Polícia Civil realizou uma operação de busca e apreensão contra Mara Casares e Douglas Schwartzmann, aliados de Casares que estão licenciados. Eles são suspeitos de um esquema de uso irregular de camarotes no MorumBis.
A exemplo do ex-presidente Carlos Miguel Aidar, Casares renuncia e garante a permanência entre os conselheiros do Consultivo e continua ativo no clube.
Há expectativa pela saída de Antonio Donizeti Gonçalves, o Dedé. Ele é diretor-geral do clube social e um dos líderes do Movimento Sempre Tricolor (MSP). A eventual renúncia de Dedé ao cargo é relacionada à operação da Polícia nesta terça-feira, já que Mara e Schwartzmann também integram o MSP.
Casares, contudo, ainda é investigado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público. Há inquéritos que apuram gestão temerária, desvios dos cofres do clube e uso irregular de camarote no Morumbi. O presidente alegou ser vítima de acusações sem provas. Disse que não teve ampla defesa e relatou ter sofrido ameaças.