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COPA

'Boleiro', arcebispo de Rio Preto vê Brasil com potencial, mas cobra evolução coletiva na Copa

Dom Vilar, que é fã de futebol, diz que o time comandado por Carlo Ancelotti tem qualidade individual, mas precisa evoluir no conjunto para avançar com segurança na competição

por Marco Antonio dos Santos
Publicado em 23/06/2026 às 15:08Atualizado em 23/06/2026 às 15:09
Arcebispo de Rio Preto, dom Antonio Emídio Vilar (Divulgação)
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Arcebispo de Rio Preto, dom Antonio Emídio Vilar (Divulgação)
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O arcebispo metropolitano de Rio Preto, dom Antônio Emídio Vilar, avaliou como positivas, mas ainda com o time em construção, as primeiras apresentações da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. Para ele, o time comandado por Carlo Ancelotti tem qualidade individual, mas precisa evoluir no conjunto para avançar com segurança na competição.

Torcedor do Palmeiras, dom Vilar é também "boleiro" e participa de "rachas" de futebol aos finais de semana.

“A seleção brasileira tem dado sinais de ter muitos jogadores bons e boas perspectivas. Agora ainda falta um pouco o conjunto”, afirmou. Segundo dom Vilar, o técnico trabalha para ajustar essa questão e o Brasil pode surpreender. “Penso que ele está trabalhando isso e podemos ter uma boa surpresa, além da classificação na primeira fase.”

Ao comparar o Brasil com outras seleções, o arcebispo citou adversários fortes. “A gente compara com França, Argentina, Noruega e Espanha. São grandes concorrentes”, disse. Ainda assim, demonstrou confiança. “Se conseguir encaixar, com jogadores como o Vini Júnior, temos boas possibilidades de concorrer com os melhores.”

Sobre a possível volta de Neymar, dom Vilar destacou a importância do atacante. “O Neymar, em geral, todos jogam para ele. Ele tem boas condições de colocar em situação de gol, com assistência e finalização. É um craque”, afirmou. “Se ele estiver bem, pode ter êxito.”

Palmeirense, o arcebispo também comentou sobre o atacante Endrick. “Ele tem se dado bem nas apresentações da seleção. No Mundial não teve tantas oportunidades, mas tem boas condições se tiver mais espaço”, disse.

Questionado sobre o confronto contra a Escócia, adversária do Brasil na última rodada da fase de grupos, dom Vilar reconheceu a qualidade do rival, mas demonstrou confiança. “É um time bom, mas o Brasil tem boas condições”, afirmou. O palpite foi direto: “Vamos colocar uns 2 a 1.”

Além da análise esportiva, o arcebispo destacou o papel do esporte como instrumento de união entre os povos. “O esporte trabalha valores como o conjunto, a solidariedade e o respeito ao outro. Isso é muito rico para a educação e também para a evangelização”, disse.

Dom Vilar também citou o apelo do papa pela paz. “Desde o início há esse desejo de confraternização entre os povos. O esporte ajuda nesse caminho de paz”, afirmou.

Nesta quarta-feira, dia de São João Batista, o arcebispo cumpre agenda religiosa e deve acompanhar o jogo junto à comunidade rural da Boiadeira, em Guapiaçu, onde celebra os 100 anos da localidade.