Tarifas dos EUA

O governo dos Estados Unidos decidiu taxar, em 25%, as importações de produtos brasileiros, após decisão anunciada nesta segunda-feira, 1º, e deixou de fora parte importante do agronegócio. Itens como carne bovina, café e suco de laranja escaparam do novo pacote de tarifas dos EUA, reduzindo o impacto das medidas sobre as exportações brasileiras. Porém, setores como o de pescados, açúcar e etanol não integram a lista de exceção e estão vulneráveis à taxa proposta pelo governo norte-americano. O processo proposto pelos EUA passará ainda por audiência pública e envio de comentários do Brasil, sendo que o prazo legal para adoção das medidas expira em 15 de julho de 2026.
Açúcar e etanol
A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Única) divulgou nota sobre o questionamento do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) em relação ao açúcar e etanol produzidos no Brasil. Segundo a entidade, os EUA mantêm há décadas políticas de proteção ao açúcar, por meio de um sistema de tarifas proibitivas e cotas que limitam as exportações brasileiras para o mercado norte-americano a um volume que representa menos de 1% das exportações totais brasileiras. Quanto ao etanol, a Unica destacou que o combustível brasileiro é reconhecido internacionalmente como uma das soluções mais eficientes para a descarbonização dos transportes, e alinhado às principais agendas globais de transição energética. “A Unica e a Bioenergia Brasil reafirmam a confiança de que o governo federal seguirá conduzindo esse processo com responsabilidade, firmeza e competência diplomática, em defesa dos interesses estratégicos do País”, pontuou a entidade.
Citricultura
A partir de resolução publicada no dia 28 de maio, os municípios paulistas serão divididos entre localidades com baixa ou alta incidência do greening, doença que afeta a produção de citros. De acordo com a Secretaria estadual de Agricultura, municípios com incidência de até 10% de pomares contaminados serão considerados baixos em infestação de greening, e acima de 10%, de alta incidência. Além disso, a resolução traz como nova medida, o monitoramento quinzenal do psilídio (Diaphorina citri), inseto vetor da doença em pomares de qualquer idade para não ocorrer por completo o ciclo do ovo-adulto.
Carne bovina

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou que a China reconheceu oficialmente o Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação. A decisão ocorre um ano após a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) reconhecer o Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação. A China foi o principal destino da carne bovina brasileira em 2025, respondendo por 48% do volume total exportado, com 1,68 milhão de toneladas, que somaram US$ 8,90 bilhões. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), a medida traz ainda mais segurança e previsibilidade para o comércio de carne bovina entre Brasil e China, além de reforçar a confiança construída ao longo dos anos entre os dois países.